sexta-feira, junho 17, 2011

FORMAÇÃO

SIMPLESMENTE BARRO NAS MÃOS DO OLEIRO
Não existe ar sem amor, quadro sem pintor, vaso sem oleiro...

A Sagrada Escritura utiliza-se de inúmeras figuras e expressões para revelar Deus e o Seu modo peculiar de agir na história. Entre estas descrições quero destacar a imagem do oleiro, fortemente acentuada pelo profeta Jeremias (cf. Jer 18,1-6ss).
Nestes versículos apresentados pelo profeta, a manifestação divina é expressa com a figura de um oleiro, que molda como a argila aqueles que Lhe pertencem. Esta descrição é rica em expressão e em significado, pois desvela a ação e o amor do Eterno, possibilitando-nos compreender o "singelo jeito" com que Ele nos acompanha e faz crescer.
Este Oleiro sabe, melhor que nós mesmos, do que realmente precisamos e o que nos fará essencialmente felizes. Sua ternura nos convida ao abandono total aos Seus cuidados, os quais sempre nos proporcionarão o melhor, mesmo quando não formos capazes de compreender Seu distinto modo de agir. Por isso, para caminhar no território da fé, a confiança se estabelece como realidade mais necessária do que a compreensão… Uma confiança "filial" de alguém que se descobre amado e cuidado e que, por isso, crê que o Oleiro está sempre agindo e realizando o que é melhor para seus dias.
De fato, este Oleiro enxerga além. Ele contempla as surpresas que ao futuro pertencem e, na Sua Divina Providência, cuida de nós: ora retirando de nosso caminho o que nos é prejudicial, ora acrescentado algo àquilo que nos falta. Isso nos desautoriza a pretensão de querer condicionar a ação de Deus à nossa limitada maneira de enxergar e compreender as coisas, antes, nos confessa que é preciso confiar naquilo que Ele faz e em Seu modo particular de fazê-lo.
A confiança nos abre à percepção de que Deus sabe retirar excessos e acrescentar às ausências no momento certo. Sabe o que realmente nos fará crescer e amadurecer (e crescer às vezes dói). E maduro é quem sabe perder sem apegos, para que assim possa ser despojado do que não lhe é essencial e acrescentado no que realmente lhe falta.
Não existe arte sem amor, quadro sem pintor, vaso sem oleiro… Obra mais bela é a que se constrói pelas mãos do artista, do Oleiro. Só Ele traz em Seu coração os belos sonhos que poderão retirar um rude barro de sua "não existência".
O barro não pode se moldar a si mesmo. Para vir a ser, ele precisa confiar-se aos sonhos e à sensibilidade do oleiro, pois as mãos dele comportam a medida certa, entre firmeza e delicadeza, para trabalhar esta substância abstrata transformando-a em uma linda obra de arte.
Da mesma forma, não existe parto sem dor, maturidade sem perdas, felicidade sem se  ater ao essencial. É necessário confiar n’Aquele que nos molda, e mesmo quando a firmeza de Suas mãos parecer pesar demais sobre nós, confiemo-nos à Sua iniciativa e criatividade, que sempre realizará em nós o que é melhor.
A felicidade faz morada em nosso coração à medida que nos assumimos como aquilo que realmente somos: “Barro, apenas barro, nas mãos do Oleiro!”
(Texto do Diácono Adriano Zandoná - Com. Canção Nova)

SANTO DO DIA

São Ranieri de Pisa
A cidade de Pisa era, nos séculos XI e XII, um importante pólo comercial marítimo da Itália, que contribuía também no combate aos piratas sarracenos. Assim, paralelamente, ao burburinho dos negócios, a vida mundana da corte era exuberante e tentadora, principalmente para os mais jovens.
Foi nessa época, no ano 1118, que Ranieri Scacceri nasceu em Pisa. Era filho único de Gandulfo e Emengarda, ambos de famílias tradicionais de nobres mercadores riquíssimos. A sua educação foi confiada ao bispo de Kinzica, para que recebesse boa formação religiosa e para os negócios. Porém Ranieri, mostrando forte inclinação artística, preferiu estudar lira e canto. E para desgosto dos pais e do bispo, seu tutor, ele se entregou à vida fútil e desregrada, apreciando as festas da corte onde se apresentava. Com isso, tornou-se uma figura popular e conhecida na cidade de Pisa.
Aos dezenove anos de idade, impressionado com a vida miserável dos pobres da cidade e percebendo a inutilidade de sua vida, decidiu mudar. Contribuiu para isso o encontro que teve com o eremita Alberto da Córsega, que o estimulou a voltar para a vida de valores cristãos e a serviço de Deus. Foi assim que Ranieri ingressou no Mosteiro de São Vito, em Pisa, apenas como irmão leigo.
Depois de viver, até os vinte e três anos de idade, recolhido como solitário, doou toda a sua fortuna aos pobres e necessitados e partiu em peregrinação à Terra Santa, onde permaneceu por quase quatorze anos. Viajou por todos os lugares santos de Jerusalém, Acre e outras cidades da Palestina, conduzindo a sua existência pelo caminho da santidade. Foi nessa ocasião que sua virtude taumatúrgica para com os pobres passou a manifestar-se. Vestido com roupas pobres, vivendo só de esmolas, Ranieri lia segredos nos corações, expulsava demônios, realizava curas e conversões.
Já com fama de santidade, em 1154 retornou a Pisa e ao Mosteiro de São Vito, mas sempre como irmão leigo. Em pouco tempo, tornou-se o apóstolo e diretor espiritual dos monges e dos habitantes da cidade. Segundo os registros da Igreja, os seus prodígios ocorriam por meio do pão e da água benzidos, os quais distribuía a todos os aflitos que o solicitavam, o que lhe valeu o apelido de "Ranieri d'água".
Depois de sete anos do seu regresso da longa peregrinação, Ranieri morreu no dia 17 de junho de 1161. E desde então os milagres continuaram a ocorrer por sua intercessão, por meio da água benzida com sua oração ou colocada sobre sua sepultura.
Canonizado pelo papa Alexandre III, são Ranieri de Pisa foi proclamado padroeiro dos viajantes e da cidade de Pisa. A catedral dessa cidade conserva suas relíquias, que são veneradas no dia de sua morte.

quinta-feira, junho 16, 2011

DICA DA SEMANA

A Paz de Cristo galera......
Chegando mais dicas da semana pra vcs.....

MÚSICAS:

KENNIA
Primavera - http://www.youtube.com/watch?v=ibSjujq_YH0
Herança da Cruz - http://www.youtube.com/watch?v=CHyJTF5ph6w&feature=related

ADRIELLE LOPES
Tentei Fugir - http://www.youtube.com/watch?v=utP4wavPf00&feature=related
Santo Espiríto - http://www.youtube.com/watch?v=DQgf3faijvg

MARTIN VALVERDE
Graças Pai - http://www.youtube.com/watch?v=FeZYDMmU5nw
Ninguém te Ama Como Eu - http://www.youtube.com/watch?v=RkUGihknEUw

MONS. JONAS ABIB
Que Santidade de Vida - http://www.youtube.com/watch?v=mbDAPGYd3gg
O Amor Vencerá - http://www.youtube.com/watch?v=M1JAHRWK904&feature=related

Pe. CLEIDIMAR MOREIRA
Em tua Presença - http://www.youtube.com/watch?v=VVEBYAbZB0c
Vem Senhor - http://www.youtube.com/watch?v=jWcgXq8Tn6g


LIVROS:

  • A PROFECIA DO AVIVAMENTO - Pe. ROGER LUIS
A fim de aquietar o coração, que há anos é abrasado pela “profecia do avivamento”, padre Roger Luis partilha com todos esse tema intenso, com a certeza de que tocará profundamente muitas pessoas. Nesta obra, por intervenção do Senhor, o sacerdote conseguiu expressar, sem disfarce, a manifestação do Pai em seu interior e transmitir a importância da conversão, de viver carismaticamente no poder do Espírito Santo, para que, em intercessão e clamor, possamos receber a graça do novo nascimento e experimentar a vida nova concedida por Ele.
A leitura deste livro seguramente nos preparará para o poderoso mover de Deus.

  •  EU ACREDITO EM MILAGRES - GABRIEL CHALITA
Eis a história de um homem que acredita em milagres. Se assim não fosse, teria desistido na primeira tempestade. Não fez isso. Enfrentou. Enfrenta o que for preciso. Sua sabedoria mistura-se à sua simplicidade. A simplicidade com que chora ao se lembrar do pai, pedreiro simples que economizava o dinheiro recebido em horas extras, guardado no fundo do armário, misturado com pó de cimento, de cal, para lhe comprar um cálice no dia da ordenação. A simplicidade de seu pai e o amor de sua mãe talharam-no e fizeram dele uma fortaleza. Dividida em dois volumes, essa é a primeira parte da biografia de Pe. Jonas, onde conhecemos o período que vai desde a infância humilde em Elias Fausto, interior de São Paulo, até o chamado ao sacerdócio, o trabalho com jovens e finalmente a fundação da Comunidade Canção Nova. Sua resposta ao chamado de Deus concretiza-se todos os dias pela tarefa de evangelizar através dos meios de comunicação. Prova disso são os 36 livros de sua autoria que, juntos, alcançaram vendagens de 2 milhões de exemplares; entre eles “Sim, sim! Não, não! e a “Bíblia no meu dia-a-dia”.
Eis um homem de fé. Tem defeitos. É humano. Mas oferece exemplos de sobra, para serem seguidos. Padre Jonas Abib, um referencial!



E pra terminar deixo pra vcs o link de uma Pregação do Pe. Paulo Ricardo explicando sobre o Purgatório, muito interessante - http://padrepauloricardo.org/audio/25-parresia-o-purgatorio/

Por hoje é só galera, semana que vem tem mais.....

Deus abençoe vocês

Evangelho do Dia

MATEUS 6:7-15

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 7“Quando orardes, não useis muitas palavras, como fazem os pagãos. Eles pensam que serão ouvidos por força das muitas palavras. 8Não sejais como eles, pois vosso Pai sabe do que precisais, muito antes que vós o peçais. 9Vós deveis rezar assim: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome; 10venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como nos céus. 11O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. 12Perdoa as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. 13E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal.
14De fato, se vós perdoardes aos homens as faltas que eles cometeram, vosso Pai que está nos céus também vos perdoará. 15Mas, se vós não perdoardes aos homens, vosso Pai também não perdoará as faltas que vós cometestes”. 

Hoje, Jesus nos sugere um grande e difícil ideal: o perdão das ofensas. E estabelece uma medida muito razoável: a nossa: "De fato, se vós perdoardes aos outros as suas faltas, vosso Pai que está nos céus também vos perdoará; Mas, se vós não perdoardes aos outros, vosso Pai também não perdoará as vossas faltas" (Mt 6,14-15). Em outro lugar havia mostrado a regra de ouro a da convivência humana: "Tudo, portanto, quanto desejais que os outros vos façam, fazei-o, vós também, a eles" (Mt 7,12).
Queremos que Deus nos perdoe e que os outros também o façam; mas nós nos resistimos em fazê-lo. Custa pedir perdão; mas dá-lo custa ainda mais. Se fôssemos humildes de verdade, não nos seria tão difícil; contudo o orgulho faz com que ele seja trabalhoso. Por isso podemos estabelecer a seguinte equação: a maior humildade, a maior facilidade; o maior orgulho, maior dificuldade. Isto lhe dará uma pista para conhecer seu grau de humildade.
Acabada a guerra civil espanhola (ano 1939), uns sacerdotes ex-reclusos celebraram uma missa de ação de graças na igreja de Els Omells. O celebrante, depois das palavras do Pai Nosso "perdoa nossas ofensas", ficou parado e não podia continuar. Não se via com ânimos de perdoar a quem lhes haviam feito padecer tanto ali mesmo num campo de trabalhos forçados. Passados uns instantes, no meio de um silêncio que se podia cortar, retomou a oração: "assim como nós perdoamos aos que nos ofendem". Depois se perguntaram qual tinha sido a melhor homilia. Todos estiveram de acordo: a do silêncio do celebrante quando rezava o Pai Nosso. Custa, mas é possível com a ajuda do Senhor.
Além disso, o perdão que Deus nos dá é total, chega até o esquecimento. Marginamos muito rápido os favores, mas as ofensas... Se os matrimônios as soubessem esquecer, se evitariam e se poderiam solucionar muitos dramas familiares.
Que a Mãe de misericórdia nos ajude a compreender aos demais e a perdoá-los generosamente.

FORMAÇÃO

O SEGUIDOR DE CRISTO E A CRUZ
É ajuizado aquele que abraça a sua cruz com a abnegação

Uma das advertências incisivas de Cristo, que cumpre seja sempre refletida, foi esta: “Quem não toma a sua cruz e não me segue não é digno de mim” (Mt 10,18). Fica, portanto, claro que quem quer seriamente segui-Lo deve carregar a própria cruz. É isso uma exigência a que todo cristão deve se submeter. Trata-se da cruz de cada dia, pois, num vale de lágrimas, esforços constantes são necessários para o próprio aprimoramento espiritual. Os sofrimentos, as amarguras, as tribulações estão sempre presentes de uma forma ou de outra, mas feliz quem as transforma em pérolas preciosas para a eternidade.
A felicidade perene não se adquire por um simples ato de virtude ou um sacrifício pontual. Toda energia e toda coragem nos mínimos sacrifícios de cada momento lançam a vida nesta terra bem longe da mediocridade, do comodismo. Cada instante é uma nova ocasião para caminhar fielmente, vencendo-se a si mesmo com generosidade e sinceridade. Note-se que Jesus determinou que é preciso segui-Lo, dado que Ele carregou primeiro a Sua cruz, deixando um exemplo a ser adotado. O mistério da cruz de Cristo transcende os séculos e os verdadeiros cristãos vivem o que dizia São Paulo: “Quanto a mim só quero me gloriar da cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo!" (Gl 6,14). Isso não quer dizer que se refaz o que o Redentor realizou há dois mil anos, mas se unir ao dom feito por Ele de si mesmo e que atravessa os tempos.
Muitos são os que pensam em fazer penitências extraordinárias, quando o que Deus quer são as penas ordinárias de cada hora aceitas de uma maneira extraordinária, porque se acha unido o cristão ao seu Salvador. Em qualquer momento desta vida o ser humano convive com as dificuldades mais variadas, mas cumpre sobrenaturalizá-las A dor e a aflição acompanham o ser racional desde o nascer ao fim de sua trajetória terrena. De fato, que idade, que tempo, que lugar e que condição social se viram jamais isentos de sacrifícios? É ajuizado aquele que abraça a sua cruz com a abnegação, com a renúncia, com a mortificação. A vida do autêntico cristão pode parecer dura, mas é meritória; pesada, mas é alegre. É o que acontecia com os santos os quais no meio de suas cruzes conservavam a calma, a paz, o júbilo, a santa resignação e conformidade com a vontade divina. Eles amavam a cruz e conheciam seu valor. Vivenciaram as palavras de São Paulo: “Realmente, o leve peso da nossa tribulação do momento presente, prepara-nos, além de toda e qualquer medida, um peso eterno de glória” (2 Cor 5,17).

O autor do livro “Imitação de Cristo” lembra que “na cruz está a salvação, na cruz encontramos a vida, na cruz nos defendemos dos inimigos, na cruz recebemos infusões de celestial suavidade, na cruz se robustece a mente, na cruz se encontra o gozo do espírito, na cruz se acha a súmula da virtude, na cruz se adquire a perfeição da santidade” (Lv II, 12). É preciso que o cristão saiba sempre combater o bom combate a que se refere o Apóstolo das Gentes (cf. II Tm 4,7). O temor do sacrifício, as desilusões e os próprios defeitos não dobram uma vontade firme, forte, enérgica e constante. Carregar a cruz, como deseja Jesus, é exercer também a disciplina da vontade, agindo seu discípulo com reflexão, sem se deixar levar pela rotina, pelo capricho do impulso do momento e de qualquer paixão desordenada. A precipitação impede de se agir com retidão.
A serenidade, a calma e a tranquilidade só as possuem quem domina com vigor seu modo de atuar. Não é fácil lutar contra a lassidão, a indolência que conduzem à omissão no cumprimento dos deveres diários. A fuga da ociosidade requer disposição contínua para que, num trabalho bem direcionado, se possa ter um autodomínio que demanda pugna ininterrupta, custosa. Deste modo, em todas as circunstâncias da vida, há como colocar em prática a determinação de Cristo, carregando com sapiência, nos traços de Seus passos. Assim, para se viver plenamente esta espiritualidade da cruz todo cristão deve, portanto, ter seu olhar voltado para Cristo e, corajosamente, segui-Lo. Apenas deste modo se experimenta a exemplaridade do Mestre divino, experiência que é sempre elemento essencial para se atingir uma melhor perfeição na caminhada rumo a Jerusalém celeste. Este convívio sábio com as incongruências do dia a dia traz imperturbabilidade e impede uma projeção pessimista quanto o dia de amanhã, porque o cristão fica prevenido e armado contra possíveis dissabores, porque saberá enfrentá-los sob a luz do divino Crucificado e repete ufano com o Apóstolo: “Eu tudo posso naquele que me conforta” (Fl 4,13).
(Cônego José Geraldo Vidigal de Carvalho - Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos)

SANTO DO DIA

Santos Julita e Ciro
Julita vivia na cidade de Icônio, na Licaônia, atualmente Turquia. Ela era uma senhora riquíssima, da alta aristocracia e cristã, que se tornara viúva logo após ter dado à luz um menino. Ele foi batizado com o nome de Ciro, mas também atendia pelo diminutivo Ciríaco ou Quiríaco. Tinha três anos de idade quando o sanguinário imperador Diocleciano começou a perseguir, prender e matar cristãos.
Julita, levando o filhinho Ciro e algumas servidoras, fugiu para a Selêucia e, em seguida, para Tarso, mas ali acabou presa. O governador local, um cruel romano chamado Alexandre, tirou-lhe o filho dos braços e passou a usá-lo como um elemento a mais para sua tortura. Colocou-o sentado sobre seus joelhos, enquanto submetia Julita ao flagelo na frente do menino, com o intuito de que renegasse a fé em Cristo.
Como ela não obedeceu, os castigos aumentaram. Foi então que o pequenino Ciro saltou dos joelhos do governador, começou a chorar e a gritar junto com a mãe: "Também sou cristão! Também sou cristão!" Foi tamanha a ira do governador que ele, com um pontapé, empurrou Ciro violentamente, fazendo-o rolar pelos degraus do tribunal, esmigalhando-lhe, assim, o crânio.
Conta-se que Julita ficou imóvel, não reclamou, nem chorou, apenas rezou para que pudesse seguir seu pequenino Ciro no martírio e encontrá-lo, o mais rápido possível, ao lado de Deus. E foi o que aconteceu. Julita continuou sendo brutamente espancada e depois foi decapitada. Era o ano 304.
Os corpos foram recolhidos por uma de suas fiéis servidoras e sepultados num túmulo que foi mantido oculto até que as perseguições cessassem. Quando isso aconteceu, poucos anos depois, o bispo de Icônio, Teodoro, resolveu, com a ajuda de testemunhas da época e documentos legítimos, reconstruir fielmente a dramática história de Julita e Ciro. E foi assim, pleno de autenticidade, que este culto chegou aos nossos dias.
Ciro tornou-se o mais jovem mártir do cristianismo, precedido apenas dos santos mártires inocentes, exterminados pelo rei Herodes em Belém . Por isso é considerado o santo padroeiro das crianças que sofrem de maus-tratos. A festa de santa Julita e de são Ciro é celebrada pela Igreja no dia 16 de junho, em todo o mundo católico.


quarta-feira, junho 15, 2011

ExpoCatólica 2011

8ª. Edição da ExpoCatólica amplia espaço de exposição e traz programação cultural

A 8ª. Edição da ExpoCatólica será realizada de 07 a 10 de julho, no Pavilhão Verde do ExpoCenter Norte, em São Paulo. No pavilhão estão editoras, fabricantes de artigos religiosos, gravadoras, escolas, vocações, empresas de turismo religioso e os principais santuários do país. O destaque deste evento vai para os grandes shows com os principais artistas da música católica e as missas campais

A ExpoCatólica, o principal evento católico do gênero e considerada a maior feira de negócios e serviços religiosos da América Latina, é um retrato da expansão do segmento religioso no País. Em sua 8ª edição, a feira ocupará o Pavilhão Verde do ExpoCenter Norte nos dias 07 a 10 de julho. A mudança para um espaço maior (com 17.300 m2) foi necessária para abrigar toda a gama com os mais de 200 expositores presentes no evento: fabricantes de artigos religiosos e de material de liturgia, editoras, prestadores de serviços de tecnologia, distribuidores e representantes especializados além de entidades da própria Igreja.

A feira é realizada desde 2003, com o objetivo de fomentar e promover o segmento desse setor, aproximando as principais empresas do ramo ao consumidor final e, em contrapartida, facilitando o acesso de presbíteros e religiosos aos produtos de que necessitam para tocar o “dia a dia” das instituições que gerenciam.

O evento conta anualmente com cerca de 35.000 visitantes. O público alvo é formado por padres, freiras e lideranças religiosas, mas o evento atrai maciçamente lojistas, atacadistas e o consumidor comum, que pode visitar a feira para comprar livros, imagens sacras, incensos, CDs e também participar das atrações promovidas pelas gravadoras e editoras. Esse ano, além da programação de shows, os visitantes poderão participar de missas e celebrações ao vivo durante os quatro dias de evento.

Outro destaque da ExpoCatólica são os eventos realizados paralelamente à feira, como o Salão ANEC de Educação Católica, a Expo Vocacional, o Salão Peregrinus, de turismo religioso, e o Conage, Congresso Nacional de Gestão Eclesial, que está em sua 7ª. Edição.

Assim, mais que uma “feira de negócios” propriamente, a ExpoCatólica firma-se como um instrumento para colaborar com a Igreja em sua missão pastoral, social e evangelizadora. “Os ‘bons negócios’ realizados na ExpoCatólica são consequência de um trabalho sério, baseado em princípios éticos fundamentais na fé cristã e no respeito a Igreja Católica. “Temos o cuidado de respeitar a religião, sua doutrina e sua liturgia em primeiro lugar; e por isso buscamos sempre o aprimoramento dos expositores e dos produtos e serviços oferecidos”, afirma Fábio Castro, diretor da Promocat, empresa que promove a ExpoCatólica.

Programação cultural e artística

A ExpoCatólica tem investido em ampliar as opções culturais para os visitantes da feira, especialmente para o público leigo, que este ano pode participar de todos os dias do evento mediante a doação de 1kg de alimento não perecível (exceto sal), cuja arrecadação é destinada a obras assistenciais da Igreja.

A 8ª ExpoCatólica terá uma ampla programação de shows, com nomes importantes da música religiosa nacional. Na sexta-feira, 8 de julho, a cantora Adrielle Lopes fará o show de lançamento de seu novo CD, “Asas da Liberdade”, e gravará ao vivo o DVD, pela ALP Produções. Estão confirmadas também as presenças de Padre Hewaldo, Dunga, Ricardo Sá, Cantores de Deus e Padre Joãozinho, entre outros.

As celebrações eucarísticas são outro destaque desta edição da feira. No sábado, estão programadas duas missas com transmissão ao vivo. Às 14 horas, Padre Abério Christi da Arquidiocese de São Paulo preside a missa da Rádio 9 de Julho. E às 17 horas, o Padre Robson Oliveira, reitor do Santuário Divino Pai Eterno (GO), preside a Santa Missa com a vista da imagem peregrina do Divino Pai Eterno, transmitida ao vivo pela Rede Vida direto da ExpoCatólica.

Ainda no campo cultural, o Museu de Arte Sacra de São Paulo participa pela primeira vez do evento e traz para a ExpoCatólica uma exposição com parte de seu acervo histórico, composto por imagens e paramentos religiosos provenientes de todo o Brasil.

Conage

O Conage, Congresso Nacional de Gestão Eclesial, está em sua 7ª. Edição e este ano traz como tema “Gestão e Evangelização: os bons administradores repartem seus dons”. Nos dias 7, 8 e 9 de julho, paralelamente à ExpoCatólica, administradores e gestores de instituições católicas terão a oportunidade de trocar experiências, conhecer boas práticas e assistir a palestras com personalidades relevantes nos campos da Administração, Contabilidade, Gestão de Pessoas, Empreendedorismo, dentre outros temas.

Os palestrantes são colunistas exclusivos da revista Paróquias & Casas Religiosas, religiosos e profissionais de diversas áreas envolvidos com a administração. Eles ministrarão as palestras e participarão dos debates para esclarecimentos de dúvidas. Durante o Congresso, ocorrerão vários lançamentos de livros promovidos pelas principais editoras católicas, com sorteio de brindes e também sorteio de assinaturas da revista Paróquias & Casas Religiosas.

Eventos paralelos

Outros eventos importantes complementam o leque de opções para o visitante. O Salão da Educação Católica, que está em seu segundo ano de realização, é uma iniciativa conjunta da Associação Nacional de Educação Católica do Brasil – ANEC e da Promocat Marketing Integrado, com o objetivo promover as instituições católicas de ensino e possibilitar a troca de experiências entre os educadores católicos.

No Salão Peregrinus, já em sua 5ª. edição, o visitante terá à sua disposição agências de turismo, operadoras e representações dos mais importantes destinos de peregrinação nacionais e de outras partes do mundo. Só no Brasil, estão registrados cerca de 150 santuários católicos, ou seja, igrejas que, por receberem grande número de peregrinos, são intituladas e cadastradas pela Igreja como lugares sagrados e de peregrinação. São estimados pelo menos 20 milhões de turistas potenciais para esses destinos.

A Expo Vocacional – Feira de Congregações e Comunidades religiosas, também em sua 5ª. edição, complementa a lista de  eventos anexos à feira. Trata-se de um espaço para a promoção das vocações religiosas. A diversidade de carismas e ações evangelizadoras da Igreja será apresentada nos estandes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), da Conferência de Religiosos do Brasil (CRB), do Centro de Estatística Religiosa e Investigações Sociais (CERIS) e de movimentos e congregações religiosas.

Evangelho do Dia

MATEUS 6:1-6, 16-18

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 1“Ficai atentos para não praticar a vossa justiça na frente dos homens, só para serdes vistos por eles. Caso contrário, não recebereis a recompensa do vosso Pai que está nos céus.
2Por isso, quando deres esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem elogiados pelos homens. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa.
3Ao contrário, quando deres esmola, que a tua mão esquerda não saiba o que faz a tua mão direita, 4de modo que, a tua esmola fique oculta. E o teu Pai, que vê o que está oculto, te dará recompensa.
5Quando orardes, não sejais como os hipócritas, que gostam de rezar em pé, nas sinagogas e nas esquinas das praças, para serem vistos pelos homens. Em verdade, vos digo: eles já receberam a sua recompensa.
6Ao contrário, quando tu orares, entra no teu quarto, fecha a porta, e reza ao teu Pai que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa.
16Quando jejuardes, não fi­queis com o rosto triste como os hipócritas. Eles desfiguram o rosto, para que os homens vejam que estão jejuando. Em verdade, vos digo: Eles já receberam a sua recompensa.
17Tu, porém, quando jejuares, perfuma a cabeça e lava o rosto, 18para que os homens não vejam que estás jejuando, mas somente teu Pai, que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa”. 

Hoje, Jesus convida-nos a orar para a glória de Deus, com a finalidade de agradar ao Pai, pois foi por isso que fomos criados. Assim o afirma o Catecismo da Igreja: "Deus criou tudo para o homem, mas o homem foi criado para servir e amar a Deus e para lhe oferecer toda a criação". Este é o sentido da nossa vida e o nosso orgulho: agradar ao Pai, comprazer a Deus. Este é o testemunho que Cristo nos deixou. Oxalá o Pai celestial possa dar a cada um de nós o mesmo testemunho que deu do seu Filho no momento de seu batismo: "Este é o meu Filho amado; nele está meu pleno agrado" (Mt 3,17).
A falta de retidão de intenção seria especialmente grave e ridícula se se produzisse em ações como a oração, o jejum e a esmola, pois se trata de atos de piedade e de caridade, quer dizer, atos que, são próprios da virtude da religião ou atos que se realizam por amor a Deus.
Portanto, "cuidado! Não pratiqueis vossa justiça na frente dos outros, só para serdes notados. De outra forma, não recebereis recompensa do vosso Pai que está nos céus" (Mt 6,1). Como poderíamos agradar a Deus se o que procuramos à partida é que nos vejam e ficar bem, em primeiro lugar, perante os homens? Não é que tenhamos que nos esconder dos homens para que nos não vejam, trata-se de dirigir as nossas boas obras diretamente e em primeiro lugar para Deus. Não importa nem é mau que os outros nos vejam: pelo contrário, pois podemos edificá-los com o testemunho coerente das nossas ações.
Mas o que verdadeiramente importa, e muito, é que vejamos a Deus nas nossas atitudes. Devemos, pois, "examinar com muito cuidado a nossa intenção em tudo o que fazemos, e não procurar os nossos interesses se queremos servir o Senhor" (S. Gregório Magno).

FORMAÇÃO

A FELICIDADE DOS NAMORADOS ESTÁNA GRANDEZA DA ALMA
Nem sempre será fácil pra você começar e terminar um namoro.

Já vai muito longe o tempo em que os pais arranjavam os casamentos para os seus filhos. Se você quer encontrar alguém terá que procurá-lo. Normalmente, é no próprio ciclo de amizades e ambiente de convívio que os namoros começam. Sabemos que o ambiente molda, de certa forma, a pessoa; logo, você deverá procurar alguém naquele ambiente que há os valores que você preza. Se você é cristão, então, procure entre famílias cristãs, ambientes cristãos, grupos de jovens, entre outros, a pessoa que você procura.
O namoro começa com uma amizade, que pode ser um pré-namoro que vai evoluindo. Não mergulhe de cabeça num namoro, só porque você ficou "fisgado" pelo outro. Não vá com muita sede ao pote, porque você pode quebrá-lo. Sinta primeiro, por intermédio de uma pura amizade, quem é a pessoa que está à sua frente. Talvez já nesse primeiro relacionamento amigo você saberá que não é com essa pessoa que você deverá namorar. É o primeiro filtro, cuja grande vantagem é não ter ainda qualquer compromisso com o outro, a não ser de amigos.
Nem sempre será fácil para você começar e terminar um namoro. Especialmente hoje, com a maior abertura do país, logo as famílias são também envolvidas, e isso faz o namoro se tornar mais compromissado. Se você não explorar bem o aspecto saudável da amizade, pode ser que o seu namoro venha a terminar rapidamente porque você logo se decepcionou com o outro. Isso poderia ter sido evitado se, antes, vocês tivessem sido bons amigos. Não são poucas as vezes em que o término de um namoro envolve também os pais dos casais, e isso nem sempre é fácil de ser harmonizado.
O namoro é o encontro de duas pessoas, naquilo que elas são e não naquilo que elas possuem. Se você quiser conquistar um rapaz só por causa da sua beleza ou do seu dinheiro, pode ser que amanhã você não se satisfaça mais só com isso. Às vezes uma pessoa simpática, bem humorada, feliz supera muitos que oferecem mais beleza e perfeição física qu ela.
Infelizmente, a nossa sociedade troca a “cultura da alma” pela “cultura do corpo”. A prova disso é que nunca as cidades estiveram tão repletas de academias de ginástica, salões de beleza, cosméticos, cirurgias plásticas, etc., como hoje. Investe-se ao máximo naquilo que é a dimensão mais inferior do ser humano – embora importante – o corpo. É claro que todas as moças querem namorar um rapaz bonito, e também o mesmo vale para os jovens, mas nunca se esqueça de que o mais importante é “invisível aos olhos”.
O que é visível desaparece um dia, inexoravelmente ficará velho com o passar do tempo. Aquilo que você não vê: o caráter da pessoa, a sua simpatia que se mostra sempre atrás de um sorriso fácil e gratuito, o seu bom coração, a sua tolerância com os erros dos outros, as suas boas atitudes, etc., isso tudo não passará, isso o tempo não poderá destruir. É o que vale.
Se você comprar uma pedra preciosa só por causa do seu brilho, talvez você compre uma “jóia” falsa. É preciso que você conheça a sua constituição e o seu peso. O povo diz muito bem que “nem tudo que reluz é ouro”. Se você se frustra no plano físico, poderá ainda se realizar nos planos superiores da vida: o sensível, o racional e o espiritual. Mas, se você se frustrar nos níveis superiores, não haverá compensação no nível físico, porque ele é o inferior, o mais baixo.
A sua felicidade não está na cor da pele, no tipo do seu cabelo e na altura do seu corpo, mas na grandeza da sua alma. Você já reparou quantos belos e belas artistas terminam de maneira trágica a vida? Nem a fama mundial, nem o dinheiro em abundância, nem os “amores” mil, foram suficientes para fazê-los felizes. Faltou cultivar o que é essencial; aquilo que é invisível aos olhos. Tenho visto muitas garotas frustradas porque não têm aquele corpinho de manequim, ou aquele cabelo das moças que fazem as propagandas dos “Shampoos” ; mas isto não é o mais importante, porque acaba.
A vida é curta - mesmo que você jovem não perceba – e, por isso, não podemos gasta-la com aquilo que acaba com o tempo. Os homens de todos os tempos sempre quiseram construir obras que vencessem os séculos. Ainda hoje você pode ver as pirâmides de 4000 anos do Egito, o Coliseu romano de 2000 anos, e tantas obras fantásticas. Mas a obra mais linda e mais duradoura é aquela que se constrói na alma, porque esta é imortal. Portanto, ao escolher o namorado, não se prenda nas aparências físicas, mas desça até as profundezas da sua alma. Busque lá os seus valores.
(Texto do Professor Felipe Aquino)

SANTO DO DIA

Albertina Berkenbrock
  "Albertina foi uma menina que ousou ser santa." Foi com essas palavras que Dom Jacinto Bergmann, bispo da diocese de Tubarão - Santa Catarina -, referiu-se a ela na cerimônia de sua beatificação.
Albertina Berkenbrock nasceu dia 11 de abril de 1919, no povoado de São Luís, município de Imaruí no Estado de Santa Catarina, Brasil.
Filha de um casal de agricultores - Henrique Berkenbrock e Josefa Boeing - fervorosos católicos oriundos de famílias alemães, com eles ela aprendeu as verdades da fé, a rezar, a freqüentar a igreja e a respeitar os mandamentos de Deus. Cultivou especial devoção a Virgem Maria e a São Luiz Gonzaga. Recitava diariamente o rosário com a família. Preparou-se com alegria para a Primeira Eucaristia que recebeu no dia 16 de agosto de 1928.
Foi neste ambiente simples, belo e cristão de sua família que Albertina cresceu. Ajudava os pais nos trabalhos da roça e em casa. Era dócil, obediente, incansável, e paciente.
Sua caridade era grande. Gostava de acompanhar as meninas mais pobres, de jogar com elas e com elas dividir o pão que trazia de casa para comer no intervalo das aulas. Teve especial caridade com os filhos do seu assassino, que trabalhava na casa do seu pai. Muitas vezes Albertina deu de comer a ele e aos filhos pequenos, com os quais se entretinha alegremente. Albertina, apesar de seus 12 anos, aparentava mais idade e tinha um corpo já bastante desenvolvido. Era alta e forte, acostumada ao sol e aos trabalhos da roça. Tinha cabelos louros tendendo ao castanho, olhos verde-escuros. Era uma bonita moça.
Tudo corria normalmente até que chegou o dia 15 de junho de 1931.
Perdera-se um boi pelos pastos. Albertina saiu a procura a pedido dos pais. De longe, Maneco Palhoça - ou Indalício Cipriano Martins, que planeja conquistar a menina para seus intentos eróticos, a avistou.
Albertina procurava o boi fugitivo. De repente viu ao longe alguns chifres e correu naquela direção. Para sua surpresa, porém, encontrou perto deles Maneco carregando feijão na carroça. À pergunta de Albertina pelo boi desaparecido, o homem lhe deu uma pista falsa para encaminhá-la ao lugar onde poderia satisfazer seus desejos sem chamar atenção.
Albertina seguiu a indicação de Maneco e embrenhou-se pela mata. Repentinamente deu de cara com Maneco. Ficou petrificada. Sozinha, no mato, com aquele homem na frente! Ainda naquela manhã ela levara comida a seus filhos, como fazia sempre. Havia certa familiaridade entre Albertina e Maneco: ela o chamava de "Maneco preto", como todo mundo, sem que ele se ofendesse.
Maneco lhe propôs seus intentos. Albertina, decidida, não aceitou. Começou então, a tentativa do assassino de se apossar de Albertina, mas ela não se deixou subjugar. A menina é forte. Aos pontapés se defendeu, derrubou o assassino. A luta foi longa e terrível. Ela não cedeu. Maneco, derrotado moralmente pela menina, vingou-se, agarrou-a pelos cabelos e afundou o canivete no pescoço e a degolou. Seu corpo ficou manchado de sangue... Sua pureza e virgindade, porém, ficaram intactas.
Aos 12 anos de idade, Albertina foi assassinada porque quis preservar a sua pureza espiritual e corporal e defender a dignidade da mulher por causa da fé e da fidelidade a Deus. E ela o fez heroicamente como verdadeira mártir. O martírio e a conseqüente fama de santidade espalharam-se rapidamente.
A cerimônia de beatificação de Albertina foi realizada em Tubarão - Santa Catarina . Contou com a presença do bispo local, Dom Jacinto Bergman; presidiu a cerimônia o cardeal José Saraiva Martins, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos. Estavam presentes cerca de 20 mil pessoas, na praça da Catedral de Tubarão, além de dezenas de bispos e sacerdotes.
Após a leitura da biografia e a solicitação de beatificação, feita por Dom Jacinto Bergman, o cardeal Saraiva Martins leu o decreto de Bento XVI, que inscrevia oficialmente Albertina no catálogo dos bem-aventurados.
Albertina está viva mais do que nunca. Primeiro porque vive em Deus, imersa na paz e na felicidade sem fim. Depois porque vive no coração de seus parentes, amigos e devotos.