segunda-feira, junho 04, 2012
Vídeo Especial
O tema do nosso vídeo de hoje é "É proibido ajoelhar-se durante a consagração?"
Evangelho do Dia
MARCOS 12:1-12
Naquele tempo, 1Jesus começou a falar aos sumos sacerdotes,
mestres da Lei e anciãos, usando parábolas: “Um homem plantou uma vinha,
cercou-a, fez um lagar e construiu uma torre de guarda. Depois arrendou
a vinha a alguns agricultores, e viajou para longe. 2Na época da colheita, ele mandou um empregado aos agricultores para receber a sua parte dos frutos da vinha.
3 Mas os agricultores pegaram o empregado, bateram nele, e o mandaram de volta sem nada. 4Então o dono mandou de novo mais um empregado. Os agricultores bateram na cabeça dele e o insultaram. 5Então o dono mandou ainda mais outro, e eles o mataram. Trataram da mesma maneira muitos outros, batendo em uns e matando outros.
6 Restava-lhe ainda alguém: seu filho querido. Por último, ele mandou o filho até os agricultores, pensando: ‘Eles respeitarão meu filho’. 7Mas aqueles agricultores disseram uns aos outros: ‘Esse é o herdeiro. Vamos matá-lo, e a herança será nossa’. 8Então agarraram o filho, o mataram, e o jogaram fora da vinha. 9Que fará o dono da vinha? Ele virá, destruirá os agricultores, e entregará a vinha a outros.
10 Por acaso, não lestes na Escritura: ‘A pedra que os construtores deixaram de lado tornou-se a pedra mais importante; 11isso foi feito pelo Senhor e é admirável aos nossos olhos’?” 12Então os chefes dos judeus procuraram prender Jesus, pois compreenderam que havia contado a parábola para eles. Porém, ficaram com medo da multidão e, por isso, deixaram Jesus e foram-se embora.
3 Mas os agricultores pegaram o empregado, bateram nele, e o mandaram de volta sem nada. 4Então o dono mandou de novo mais um empregado. Os agricultores bateram na cabeça dele e o insultaram. 5Então o dono mandou ainda mais outro, e eles o mataram. Trataram da mesma maneira muitos outros, batendo em uns e matando outros.
6 Restava-lhe ainda alguém: seu filho querido. Por último, ele mandou o filho até os agricultores, pensando: ‘Eles respeitarão meu filho’. 7Mas aqueles agricultores disseram uns aos outros: ‘Esse é o herdeiro. Vamos matá-lo, e a herança será nossa’. 8Então agarraram o filho, o mataram, e o jogaram fora da vinha. 9Que fará o dono da vinha? Ele virá, destruirá os agricultores, e entregará a vinha a outros.
10 Por acaso, não lestes na Escritura: ‘A pedra que os construtores deixaram de lado tornou-se a pedra mais importante; 11isso foi feito pelo Senhor e é admirável aos nossos olhos’?” 12Então os chefes dos judeus procuraram prender Jesus, pois compreenderam que havia contado a parábola para eles. Porém, ficaram com medo da multidão e, por isso, deixaram Jesus e foram-se embora.
Que tipo de arrendatários somos? De aqueles que trabalham muito, ou daqueles quem se irritam quando o dono envia seus empregados para cobrar-nos o aluguel? Podemos nos opor aos que têm a responsabilidade de ajudar a proporcionar os frutos que Deus espera de nós. Podemos pôr objeções aos ensinos da Santa Mãe Igreja e do Papa, dos bispos, ou talvez, mais modestamente, dos nossos pais, nosso diretor espiritual, ou daquele bom amigo que está tentando ajudar-nos. Podemos, inclusive, voltarnos agressivos, e tentar ferí-los, ou até "matá-los" com nossa critica e comentários negativos. Deveríamos perguntar-nos os verdadeiros motivos desta postura. Talvez precisamos de um conhecimento mais profundo da nossa fé; quiçá devemos aprender a conhecer-nos melhor; fazer um melhor exame de consciência, para descobrir as razões pelas que não queremos produzir frutos.
Peçamos a nossa Mãe Maria ajuda para que possamos trabalhar com amor, sob a guia do Papa. Todos podemos ser "bons pastores" e "pescadores" de homens. «Então, vamos e peçamos ao Senhor que nos ajude a dar fruto, um fruto que permaneça. Só assim a terra se transforma de vale de lágrimas em jardim de Deus» (Papa Bento XVI). Nós poderíamos aproximar nosso espírito a Jesus Cristo, o espírito de nossos amigos, ou o do mundo inteiro, se apenas lêssemos e meditássemos os ensinos do Papa Bento, e tentássemos pô-los em prática.
Formação
EUCARISTIA
ISTO É O MEU CORPO QUE É ENTREGUE POR VÓS
A Eucaristia é o último dos
sacramentos da iniciação cristã, o último dos sacramentos que nos
inserem na vida do Cristo morto e ressuscitado, fazendo-nos plenamente
cristãos. Trata-se do maior e mais sublime de todos os sacramentos, o
Sacramento por excelência – o Santíssimo Sacramento!
Como falar deste sacramento é muito complexo, dada a riqueza e a pluralidade de facetas da Eucaristia, vamos seguir o esquema do Catecismo da Igreja Católica, comentando-o e aprofundando-o. Vamos iniciar precisamente citando Catecismo: O nosso Salvador instituiu na Última Ceia, na noite em que foi entregue, o sacrifício eucarístico do seu Corpo e do seu Sangue, para perpetuar no decorrer dos séculos, até ele voltar, o sacrifício da cruz, e para confiar, assim, à Igreja, sua amada esposa, o memorial da sua morte e ressurreição: sacramento de piedade, sinal de unidade, vínculo de caridade, banquete pascal em que se recebe Cristo, a alma se enche de graça e nos é dado o penhor da glória futura” (CIC 1323).
Estas
palavras resumem de modo admirável o sentido e a riqueza da Eucaristia.
Já aqui é interessante observar algo muito importante: quando falamos
em Eucaristia não estamos pensando primeiramente na hóstia e no vinho
consagrados, mas sim na Celebração eucarística, isto é, na Missa,
sacrifício eucarístico do Corpo e do Sangue do Senhor, para perpetuar no
decorrer dos séculos, até que ele venha, o sacrifício da cruz! Então, a
Eucaristia é a Missa!
Mas, que significa “missa”? Onde, nas Escrituras Sagradas, se fala nela?
No
decorrer da história este sacramento teve vários nomes, cada um deles
sublinhando um aspecto deste mistério tão rico. Primeiramente chamou-se
“Eucaristia”, palavra grega que significa, “ação de graças”. O termo
aparece muitas vezes o Novo Testamento e refere-se à bênção de ação de
graças que tantas vezes Jesus pronunciou nas suas refeições com os
discípulos: “E tomou o pão, deu graças (= eucaristizou), partiu e
distribuiu-o entre eles, dizendo: “Isto é o meu corpo que é entregue por vós” (Lc 22,19); “O Senhor Jesus tomou o pão e, depois de dar graças (= eucaristizar), partiu-o...” (1Cor 11,23s).
Na
religião dos judeus, a bênção de ação de graças era proclamação das
obras de Deus: a criação, a redenção e a santificação. Israel dava
graças pelas grandes obras do Senhor em seu favor. Por isso, os
cristãos, cumprindo a ordem do Senhor Jesus, celebram a Ação de Graças a
Deus pela sua grande obra: ter entregado o seu Filho desde a encarnação
até a consumação na cruz, tê-lo ressuscitado dos mortos e o feito
assentar-se à sua direita na glória. Assim, celebrar a santa Eucaristia é
bendizer e agradecer a Deus por tudo que nos fez pelo seu santo Filho
Jesus.
Outro
nome dado à Eucaristia, já no novo Testamento, foi “Ceia do Senhor”
(cf. 1Cor 11,20), porque este sacramento é a celebração daquela ceia que
o Senhor comeu com os seus discípulos na véspera da Páscoa. Por um
lado, aquela ceia era já a celebração ritual, em gestos, palavras e
símbolos, daquilo que o Senhor iria realizar no dia seguinte: ele se
entregaria totalmente na cruz, iria nos dar seu corpo e seu sangue: “Comei: isto é o meu corpo que será entregue na cruz!
Bebei: isto é o meu sangue que será derramado por vossa causa!” Por
outro lado, esta ceia sagrada, chamada Última Ceia, já antecipava a ceia
das núpcias do Cordeiro, núpcias de Cristo ressuscitado com sua Esposa,
a Igreja, na Jerusalém celeste:
“Felizes
aqueles que foram convidados para o banquete das núpcias do Cordeiro”
(Ap 19,9). Participar da Ceia do Senhor é não somente participar da Ceia
que Jesus celebrou como memorial de sua paixão, morte e ressurreição,
mas também já antecipar, já saborear, na força do Espírito Santo, a ceia
do Banquete celeste, quando o próprio Esposo, Jesus, será o alimento
eterno para sua Esposa, a Igreja. Em outras palavras: é uma ceia que
começa na terra e durará no céu, por toda a eternidade!
Mais
um nome para este sacramento santíssimo: “Fração do Pão”. É um nome
antigo, presente também já no novo Testamento, sobretudo nos Atos dos
Apóstolos. Este rito de partir o pão, típico da ceia judaica, foi muitas
vezes repetido por Jesus quando abençoava e distribuía o pão (cf. Mt
14,19; 15,36; Mc 8,6.19) e, sobretudo, na Última Ceia, quando ele partiu
o pão. Através desse mesmo gesto, os discípulos reconheceram o Senhor
ressuscitado: eles o reconheceram ao partir o pão (cf. Lc 24,13-35).
Por
tudo isso, os primeiros cristãos usavam a expressão “fração do pão”
para designar suas reuniões nas quais, na ceia, partiam o pão como Jesus
e em memória de Jesus. Deste modo, os primeiros cristãos queriam
revelar a consciência que tinham que todo aquele que come o único pão
partido, pão da Eucaristia, que é o próprio Senhor ressuscitado,
entre em comunhão com ele e forma com ele um só corpo, que é a Igreja:
“O cálice de bênção que abençoamos não é comunhão com o sangue de
Cristo? O pão que partimos não é comunhão com o corpo de Cristo? Já que
há um único pão, nós, embora muitos, somos um só corpo, visto que todos
participamos desse único pão” (1Cor 10,16s).
Um
outro nome, que era caro aos santos doutores da Igreja Antiga,
sobretudo os de língua grega, era “Santa Synáxis”, que significa
“assembleia”, “reunião”. Isto porque a Eucaristia é para ser celebrada
pela Comunidade eclesial presidida pelo ministro ordenado. Onde a
Comunidade se reúne para a Eucaristia, aí está a Igreja, povo de Deus
reunido no único Espírito Santo, para oferecer o único sacrifício do
Filho Jesus para a glória do Pai e salvação do mundo inteiro.
(Texto de Dom Henrique Soares da Costa)
Santo do Dia
São Francisco Caracciolo
Ascânio
Caracciolo era um italiano descendente, por parte de mãe, de santo
Tomás de Aquino, portanto, como ele, tinha vínculos com a elite da
nobreza. Nasceu próximo de Nápoles, na Vila Santa Maria de Chieti, em 13
de outubro de 1563. A família, muito cristã, preparou-o para a vida de
negócios e da política, em meio às festas sociais e aos esportes.
Na adolescência, decidiu pela carreira militar. Mas foi acometido por uma doença rara na pele, parecida com a lepra e incurável também. Quando todos os tratamentos se esgotaram, Ascânio rezou com fervor a Deus, pedindo que ele o curasse e prometendo que, se tal graça fosse concedida, entregaria a sua vida somente a seu serviço. Pouco depois a cura aconteceu.
Cumprindo sua determinação, tinha então vinte e dois anos, foi para Nápoles, onde estudou teologia e ordenou-se sacerdote. Começou seu trabalho junto aos "Padres Brancos da Justiça", que se dedicavam ao apostolado dos encarcerados, doentes e pobres abandonados.
Entretanto, Deus tinha outros planos para ele. Na organização dos "Padres Brancos" havia um outro sacerdote que tinha exatamente o seu nome: Ascânio Caracciolo, só que era mais velho. Certo dia de 1588, o correio cometeu um erro, entregando uma carta endereçada ao Ascânio mais velho para o mais jovem, no caso ele. A carta fora escrita pelo sacerdote João Agostinho Adorno e por Fabrício Caracciolo, abade de Santa Maria Maior de Nápoles. E ambos se dirigiam ao velho Ascânio Caracciolo para pedir que colaborasse com a fundação de uma nova Ordem, a dos "Clérigos Regulares Menores", dando alguns detalhes sobre o carisma que desejavam implantar.
O jovem Ascânio percebeu que a nova Ordem vinha ao encontro com o que ele procurava e foi conversar com os dois sacerdotes. Depois os três se isolaram no mosteiro dos camaldulenses, para rezar, jejuar e pedir a luz do Espírito Santo para a elaboração das Regras. Ao final de quarenta dias, com os regulamentos prontos, Ascânio propôs que fosse incluído um quarto voto, alem dos três habituais de pobreza, obediência e castidade: o de não aceitar nenhum posto de hierarquia eclesiástica. O voto foi aceito e incorporado à nova Ordem.
Quando a comunidade contava com doze integrantes, os três foram ao papa Xisto V pedir sua aprovação, concedida no dia 1o de junho de 1588. Um ano depois, Ascânio vestiu o habito dos Clérigos Regulares Menores tomando o nome de Francisco, em homenagem ao santo de Assis, no qual se espelhava.
Eles pretendiam estabelecer-se em Nápoles, mas o papa sugeriu que fossem para a Espanha, região que carecia de novas Ordens. Porém, ao chegarem em Madri, o rei não permitiu a sua fundação. Voltaram para Nápoles. Nessa ocasião morreu Adorno, que era o prepósito-geral da Ordem, tarefa que Francisco Caracciolo assumiu com humildade até morrer.
Fiel ao pedido do papa, não desistiu da Espanha, para onde voltou outras vezes. Entre 1595 e 1598, Francisco fundou, em Valadolid, uma casa de religiosos; em Alcalá, um colégio; e, em Madri, um seminário, no qual foi mestre dos noviços. Mais tarde, retornou para a Casa-mãe em Nápoles, que fora transferida para Santa Maria Maior devido ao seu rápido crescimento.
Foram atividades intensas de que seu corpo frágil logo se ressentiu. Adoeceu durante uma visita aos padres do Oratório da cidade de Agnone e morreu, aos quarenta e quatro anos de idade, em 4 de junho de 1608. Canonizado em 1807 pelo papa Pio VII, são Francisco Caracciolo foi consagrado co-padroeiro de Nápoles em 1840.
Na adolescência, decidiu pela carreira militar. Mas foi acometido por uma doença rara na pele, parecida com a lepra e incurável também. Quando todos os tratamentos se esgotaram, Ascânio rezou com fervor a Deus, pedindo que ele o curasse e prometendo que, se tal graça fosse concedida, entregaria a sua vida somente a seu serviço. Pouco depois a cura aconteceu.
Cumprindo sua determinação, tinha então vinte e dois anos, foi para Nápoles, onde estudou teologia e ordenou-se sacerdote. Começou seu trabalho junto aos "Padres Brancos da Justiça", que se dedicavam ao apostolado dos encarcerados, doentes e pobres abandonados.
Entretanto, Deus tinha outros planos para ele. Na organização dos "Padres Brancos" havia um outro sacerdote que tinha exatamente o seu nome: Ascânio Caracciolo, só que era mais velho. Certo dia de 1588, o correio cometeu um erro, entregando uma carta endereçada ao Ascânio mais velho para o mais jovem, no caso ele. A carta fora escrita pelo sacerdote João Agostinho Adorno e por Fabrício Caracciolo, abade de Santa Maria Maior de Nápoles. E ambos se dirigiam ao velho Ascânio Caracciolo para pedir que colaborasse com a fundação de uma nova Ordem, a dos "Clérigos Regulares Menores", dando alguns detalhes sobre o carisma que desejavam implantar.
O jovem Ascânio percebeu que a nova Ordem vinha ao encontro com o que ele procurava e foi conversar com os dois sacerdotes. Depois os três se isolaram no mosteiro dos camaldulenses, para rezar, jejuar e pedir a luz do Espírito Santo para a elaboração das Regras. Ao final de quarenta dias, com os regulamentos prontos, Ascânio propôs que fosse incluído um quarto voto, alem dos três habituais de pobreza, obediência e castidade: o de não aceitar nenhum posto de hierarquia eclesiástica. O voto foi aceito e incorporado à nova Ordem.
Quando a comunidade contava com doze integrantes, os três foram ao papa Xisto V pedir sua aprovação, concedida no dia 1o de junho de 1588. Um ano depois, Ascânio vestiu o habito dos Clérigos Regulares Menores tomando o nome de Francisco, em homenagem ao santo de Assis, no qual se espelhava.
Eles pretendiam estabelecer-se em Nápoles, mas o papa sugeriu que fossem para a Espanha, região que carecia de novas Ordens. Porém, ao chegarem em Madri, o rei não permitiu a sua fundação. Voltaram para Nápoles. Nessa ocasião morreu Adorno, que era o prepósito-geral da Ordem, tarefa que Francisco Caracciolo assumiu com humildade até morrer.
Fiel ao pedido do papa, não desistiu da Espanha, para onde voltou outras vezes. Entre 1595 e 1598, Francisco fundou, em Valadolid, uma casa de religiosos; em Alcalá, um colégio; e, em Madri, um seminário, no qual foi mestre dos noviços. Mais tarde, retornou para a Casa-mãe em Nápoles, que fora transferida para Santa Maria Maior devido ao seu rápido crescimento.
Foram atividades intensas de que seu corpo frágil logo se ressentiu. Adoeceu durante uma visita aos padres do Oratório da cidade de Agnone e morreu, aos quarenta e quatro anos de idade, em 4 de junho de 1608. Canonizado em 1807 pelo papa Pio VII, são Francisco Caracciolo foi consagrado co-padroeiro de Nápoles em 1840.
sexta-feira, junho 01, 2012
Bíblia Sagrada
LUCAS
É de origem grega. É também um companheiro das missões de
Paulo. Lucas escreveu também os Atos dos Apóstolos pouco antes de 68. Seu
evangelho é, pois, anterior a esta data. Embora não tenha sido ele testemunha
ocular dos acontecimentos, seu livro é digno de crédito por causa do cuidado
que teve o autor em documentá-lo. Ele utilizou certamente o texto de Marcos e o
de Mateus
Vídeo Especial
O tema do nosso vídeo de hoje é "Formas de penitência e suas razões"
Reflita
"A
mosca que pousa no mel não pode voar; a alma que fica presa ao sabor do
prazer, sente-se impedida em sua liberdade e contemplação." [São João
da Cruz]
Evangelho do Dia
MARCOS 11:11-26
Tendo sido aclamado pela multidão, 11Jesus entrou, no Templo, em Jerusalém, e observou tudo. Mas, como já era tarde, saiu para Betânia com os doze. 12No dia seguinte, quando saíam de Betânia, Jesus teve fome. 13De
longe, ele viu uma figueira coberta de folhas e foi até lá ver se
encontrava algum fruto. Quando chegou perto, encontrou somente folhas,
pois não era tempo de figos. 14Então Jesus disse à figueira: “Que ninguém mais coma de teus frutos”. E os discípulos escutaram o que ele disse. 15Chegaram
a Jerusalém. Jesus entrou no Templo e começou a expulsar os que vendiam
e os que compravam no Templo. Derrubou as mesas dos cambistas e as
cadeiras dos vendedores de pombas. 16Ele não deixava ninguém carregar nada através do Templo. 17E
ensinava o povo, dizendo: “Não está escrito: ‘Minha casa será chamada
casa de oração para todos os povos’? No entanto, vós fizestes dela uma
toca de ladrões”. 18Os sumos sacerdotes e os mestres da Lei
ouviram isso e começaram a procurar uma maneira de o matar. Mas tinham
medo de Jesus, porque a multidão estava maravilhada com o ensinamento
dele. 19Ao entardecer, Jesus e os discípulos saíram da cidade. 20Na manhã seguinte, quando passavam, Jesus e os discípulos viram que a figueira tinha secado até a raiz. 21Pedro lembrou-se e disse a Jesus: “Olha, Mestre: a figueira que amaldiçoaste secou”. 22Jesus lhes disse: “Tende fé em Deus. 23Em
verdade vos digo, se alguém disser a esta montanha: ‘Levanta-te e
atira-te no mar’, e não duvidar no seu coração, mas acreditar que isso
vai acontecer, assim acontecerá. 24Por isso vos digo, tudo o que pedirdes na oração, acreditai que já o recebestes, e assim será. 25Quando estiverdes rezando, perdoai tudo o que tiverdes contra alguém, 26para que vosso Pai que está nos céus também perdoe os vossos pecados”.
Hoje fruto e petição são palavras chave no Evangelho. O Senhor
aproxima-se a uma figueira e não encontrou frutos: somente folharada,
reagiu maldizendo-a. Segundo Santo Isidoro de Sevilha, "Figo" e "fruto"
têm a mesma raiz. Ao dia seguinte, os Apóstolos surpresos, lhe dizem:
«Rabi, olha, a figueira que amaldiçoaste secou» (Mc 11,21). Em resposta,
Jesus Cristo lhes fala de fé e de oração: «Tende fé em Deus» (Mc
11,22).
Há pessoas que quase não rezam, e quando o fazem, procuram que Deus lhes resolva um problema complicado no qual já não vêem a solução. E o justificam com as palavras de Jesus que acabamos de ouvir: «Tudo o que pedirdes na oração, crede que já o recebestes, e vos será concedido» (Mc 11,24). Têm ração e é humano, compreensível, e lícito que, ante os problemas que nos superam, confiemos em Deus, em alguma força superior a nós.
Mas tenho que acrescentar que toda oração é "inútil" («vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes que vós lho peçais»: Mt 6,8), na medida em que não tem uma utilidade prática direta, como —por exemplo— acender uma luz. Não recebemos nada em troca por rezar, porque todo o que recebemos de Deus é graça sobre graça.
Então, não é preciso rezar? Ao contrário: já que agora sabemos que é graça, a oração tem mais valor: porque é "inútil" e é "gratuita". Ainda com tudo, existem três benefícios que nos dá a oração de petição: paz interior (encontrar ao amigo Jesus e confiar em Deus relaxa); pensar sobre um problema, racionalizá-lo, e saber traçá-lo é já tê-lo quase resolvido; e em terceiro lugar ajuda-nos a discernir entre aquilo que é bom e aquilo que tal vez por causa do nosso capricho queremos em nossas intenções da oração. Então, a posteriori, entendemos com os olhos da fé o que Jesus diz: «Tudo o que pedirdes ao Pai em meu nome, vo-lo farei, para que o Pai seja glorificado no Filho» (Jo 14,13).
Há pessoas que quase não rezam, e quando o fazem, procuram que Deus lhes resolva um problema complicado no qual já não vêem a solução. E o justificam com as palavras de Jesus que acabamos de ouvir: «Tudo o que pedirdes na oração, crede que já o recebestes, e vos será concedido» (Mc 11,24). Têm ração e é humano, compreensível, e lícito que, ante os problemas que nos superam, confiemos em Deus, em alguma força superior a nós.
Mas tenho que acrescentar que toda oração é "inútil" («vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes que vós lho peçais»: Mt 6,8), na medida em que não tem uma utilidade prática direta, como —por exemplo— acender uma luz. Não recebemos nada em troca por rezar, porque todo o que recebemos de Deus é graça sobre graça.
Então, não é preciso rezar? Ao contrário: já que agora sabemos que é graça, a oração tem mais valor: porque é "inútil" e é "gratuita". Ainda com tudo, existem três benefícios que nos dá a oração de petição: paz interior (encontrar ao amigo Jesus e confiar em Deus relaxa); pensar sobre um problema, racionalizá-lo, e saber traçá-lo é já tê-lo quase resolvido; e em terceiro lugar ajuda-nos a discernir entre aquilo que é bom e aquilo que tal vez por causa do nosso capricho queremos em nossas intenções da oração. Então, a posteriori, entendemos com os olhos da fé o que Jesus diz: «Tudo o que pedirdes ao Pai em meu nome, vo-lo farei, para que o Pai seja glorificado no Filho» (Jo 14,13).
Formação
PALAVRA AOS JOVENS SOBRE SEXO
CASTIDADE: SEM ELA NÃO SE ALCANÇA A FIRMEZA
Tenho recebido muitos e-mails de jovens que me perguntam como viver a castidade no namoro; como vencer o vício da masturbação, entre outros. Certamente
para o jovem cristão hoje, no meio deste mundo erotizado, viver a
castidade é uma conquista heroica; pois tudo o convida a manter vida
sexual antes do casamento. Os filmes pornográfico são
abundantes nas locadoras, nos canais de TV por assinatura; as músicas
estão repletas de letras excitantes; os rebolados indecorosos de moças
seminuas na TV, etc., lançam pólvora no sangue dos rapazes e das moças.
Então,
para viver na castidade hoje, como Deus manda no Sexto Mandamento (Não
pecar contra a castidade), o jovem precisa ter muito amor ao Senhor. Só
trocamos um amor por outro maior, diz o ditado. Só o amor a Jesus
Crucificado por nós poderá ser para o jovem de hoje um forte motivo para
ele ser casto e aceitar o que o Papa Bento XVI tem chamado de “martírio
da ridicularização”, diante dos que zombam de nossa fé.
A
gravidade do pecado da impureza, luxúria, é que com ele se mancha o
Corpo de Cristo. “Ora, vós sois o corpo de Cristo e cada um de sua
parte, é um dos seus membros” (I Cor 12,27). “Não sabeis que vossos
corpos são membros de Cristo?” (I Cor 6,15). “Fugi da
fornicação. Qualquer outro pecado que o homem comete é fora do corpo,
mas o impuro peca contra o seu próprio corpo” (I Cor 6,18). São Paulo
ensina que devemos dar glória a Deus com o nosso corpo: “O corpo, porém
não é para a impureza, mas para o Senhor e o Senhor para o Corpo” (I Cor
6,20).
Jovem,
se você quer viver a castidade, então, antes de tudo, precisa saber o
seu valor; para isso escrevi um livro "O BRILHO DA CASTIDADE", mostrando
toda a sua importância e beleza. Quanto mais for difícil vivê-la, tanto
mais bela e mais importante ela será. Vejo o jovem casto hoje como
aquele lírio branco que nasce no meio da podridão do lodo. Serão esses
jovens que sustentarão a civilização que hoje desliza para o abismo.
Para haver a castidade nos nossos atos é preciso que antes ela exista em nossos pensamentos e palavras. Jamais será casto aquele que permitir que os seus pensamentos, olhos e ouvidos vagueiem pelo mundo do erotismo. É por não observar esta regra que a maioria pensa ser impossível viver a castidade. Não se iluda. Não brinque com fogo!
Para haver a castidade nos nossos atos é preciso que antes ela exista em nossos pensamentos e palavras. Jamais será casto aquele que permitir que os seus pensamentos, olhos e ouvidos vagueiem pelo mundo do erotismo. É por não observar esta regra que a maioria pensa ser impossível viver a castidade. Não se iluda. Não brinque com fogo!
“A
castidade é a virtude que nos eleva da natureza humana à natureza
angélica”, afirmou o santo Padre Pio de Pietrelcina. Victor Hugo disse
que: “A mais forte de todas as forças é o coração puro”. O
Papa Bento XVI, no Campo de Marte, São Paulo, em 11/05/2005, declarou
aos jovens: “É preciso dizer 'não' àqueles meios de comunicação social
que ridicularizam a santidade do matrimônio e a virgindade antes do
casamento”.
Jesus
proclamou no Sermão da Montanha: “Bem-aventurados os de coração puro
porque verão a Deus”. “Para o homem de coração puro, tudo se transforma
em mensagem divina”, disse São João da Cruz, doutor da Igreja espanhol.
Santo Efrém, também doutor da Igreja, ensinava que a castidade nos faz semelhantes aos anjos.
Enfim, a castidade é uma virtude dos fortes que se dominam. Paul
Claudel disse que “a juventude não foi feita para o prazer, mas para o
desafio”.
O
Mahatma Gandhi, libertador da Índia, que não era católico, afirmou: “A
castidade não é uma cultura de estufa […]. A castidade é uma das maiores
disciplinas, sem a qual a mente não pode alcançar a firmeza necessária.
A vida sem castidade me parece vazia e animalesca. Um homem entregue
aos prazeres perde o seu vigor e vive cheio de medo. A mente daquele que
segue as paixões baixas é incapaz de qualquer grande esforço. Deus não
pode ser compreendido por quem não é puro de coração”. (Toschi Tomás, “Gandhi, mensagem para hoje”, Ed. Mundo três, SP, 1977, pg. 105s).
Uma
vida lutando pela castidade dá ao jovem o autodomínio sobre as paixões e
as más inclinações do coração e o prepara, com têmpera de aço, para ser
um verdadeiro homem, e não um frangalho humano que se verga ao sabor
dos ventos das paixões, da influência da mídia e dos cantos das sereias
deste mundo. Eu entendi que a castidade é o esteio que sustenta o
equilíbrio de um homem. Os homens e mulheres casados traem seus cônjuges
porque não souberam exercitar a força de vontade na luta da castidade. Um casamento forte só pode existir quando ambos aprenderam a se dominar no namoro e no noivado. Mais importante que dominar uma cidade é dominar-se a si mesmo, diz o livro dos Provérbios.
Por tudo isso, jovem cristão, não desanime nem desista de lutar;
cada um de nós tem a sua cruz nesta vida; mas com a graça de Deus é
possível carregá-la até onde Ele quer. Tenha uma vida de “vigilância e
oração”, como Jesus mandou; esse é o grande remédio para não pecar. Não
se entregue a maus pensamentos eróticos nem aos filmes, revistas e
coisas do tipo; fuja disso heroicamente. Suplique sempre a graça de
Deus. Consagre-se todos os dias a Nossa Senhora e peça sua ajuda.
Participe da Missa e da comunhão sempre que puder, e se confesse sempre
que pecar, para ter forças de não cair novamente.
Jamais
dê ouvidos a quem lhe disser que “a masturbação não é pecado”, e que o
sexo no namoro também não o é; pois o Catecismo da Igreja Católica
afirma a desordem existente nessa prática. Ainda que você caia, se
continuar a lutar, se continuar a dizer "não" ao pecado no seu coração,
levante-se, confesse-se com um sacerdote e continue sua luta e sua
caminhada. Não importam quantas vezes você cai; importa que se levante.
Jesus sabe que você está numa guerra e que numa guerra, às vezes, o
soldado pode cair e ser até baleado, mas nem por isso deve desistir de
lutar.
Muitos
são os psicólogos não cristãos, e também outros “orientadores”, e a
mídia de modo geral, que induzem o jovem à masturbação, ao
relacionamento sexual no namoro e fora dele, etc.
O namoro não existe para que vocês conheçam os seus corpos, mas sim as
suas almas. Alguns querem se permitir um grau de intimidade “seguro”,
isto é, até que o “sinal vermelho seja aceso”; aí está um grave engano.
Quase sempre o sinal vermelho é ultrapassado e, muitas vezes, acontece o
que não deve. Quantas namoradas grávidas…
Um namoro puro só será possível com a graça de Deus,
com a oração, com a vigilância e, sobretudo quando os dois quiserem se
preservar um para o outro. Será preciso, então, evitar todas as ocasiões
que possam facilitar um relacionamento mais íntimo. O provérbio diz que
“a ocasião faz o ladrão”, e que, “quem brinca com o perigo nele
perecerá”. É você quem decide o que quer.
O
jovem casto é hoje a esperança de Deus e da Igreja para renovar esse
mundo apodrecido pelo pecado do sexo desregrado, que profana a mais
sagrada criatura, templo do Espírito Santo. São Paulo diz que: “de Deus
não se zomba. O que o homem semeia, isto mesmo colherá” (Gl 6,7); a
castidade que o jovem semear na juventude será transformada em frutos
doces na sua futura vida familiar.
Santo do Dia
São Justino
Justino
nasceu na cidade de Flávia Neápolis, na Samaria, Palestina, no ano 103,
início do século II, quando o cristianismo ainda se estruturava como
religião católica. Tinha origem latina e seu pai se chamava Prisco.
Ele foi educado e se formou nas melhores escolas do seu tempo, cursando filosofia e especializando-se nas teorias de Platão. Tinha alma de eremita e abandonou a civilização para viver na solidão. Diz a tradição que foi nessa fase de isolamento que recebeu a visita de um misterioso ancião, que lhe falou sobre o Evangelho, as profecias e seu cumprimento com a Paixão de Jesus, abalando suas convicções e depois desaparecendo misteriosamente.
Anos mais tarde, acompanhou uma sangrenta perseguição aos cristãos, conversou com outros deles e acabou convertendo-se, mesmo tendo conhecimento das penas e execuções impostas aos seguidores da religião cristã. Foi batizado no ano 130 na cidade de Efeso, instante em que substituiu a filosofia de Platão pela verdade de Cristo, tornando-se, historicamente, o primeiro dos Padres da Igreja que sucederam os Padres apostólicos dos primeiros tempos.
No ano seguinte estava em Roma, onde passou a travar discussões filosóficas, encaminhando-as para a visão do Evangelho. Muito culto, era assim que evangelizava entre os letrados, pois esse era o mundo onde melhor transitava. Era um missionário filósofo, que, além de falar, escrevia.
Deixou muitos livros importantes, cujos ensinamentos influenciaram e ainda estão presentes na catequese e na doutrina dogmática da Igreja. Embora tenham alcançado nossos tempos apenas três de suas apologias, a mais célebre delas é o Diálogo com Trifão. Seus registros abriram caminhos à polêmica antijudaica na literatura cristã, além de fornecerem-nos importantes informações sobre ritos e administração dos sacramentos na Igreja primitiva.
Bem-sucedido em todas as discussões filosóficas, conseguiu converter muitas pessoas influentes, ganhando com isso muitos inimigos também. Principalmente a ira dos filósofos pagãos Trifão e Crescêncio. Este último, após ter sido humilhado pelos argumentos de Justino, prometeu vingança e o denunciou como cristão ao imperador Marco Aurélio.
Justino foi levado a julgamento e, como não se dobrou às ameaças, acabou flagelado e decapitado com outros companheiros, que como ele testemunharam sua fé em Cristo no ano 164, em Roma, Itália.
Ele foi educado e se formou nas melhores escolas do seu tempo, cursando filosofia e especializando-se nas teorias de Platão. Tinha alma de eremita e abandonou a civilização para viver na solidão. Diz a tradição que foi nessa fase de isolamento que recebeu a visita de um misterioso ancião, que lhe falou sobre o Evangelho, as profecias e seu cumprimento com a Paixão de Jesus, abalando suas convicções e depois desaparecendo misteriosamente.
Anos mais tarde, acompanhou uma sangrenta perseguição aos cristãos, conversou com outros deles e acabou convertendo-se, mesmo tendo conhecimento das penas e execuções impostas aos seguidores da religião cristã. Foi batizado no ano 130 na cidade de Efeso, instante em que substituiu a filosofia de Platão pela verdade de Cristo, tornando-se, historicamente, o primeiro dos Padres da Igreja que sucederam os Padres apostólicos dos primeiros tempos.
No ano seguinte estava em Roma, onde passou a travar discussões filosóficas, encaminhando-as para a visão do Evangelho. Muito culto, era assim que evangelizava entre os letrados, pois esse era o mundo onde melhor transitava. Era um missionário filósofo, que, além de falar, escrevia.
Deixou muitos livros importantes, cujos ensinamentos influenciaram e ainda estão presentes na catequese e na doutrina dogmática da Igreja. Embora tenham alcançado nossos tempos apenas três de suas apologias, a mais célebre delas é o Diálogo com Trifão. Seus registros abriram caminhos à polêmica antijudaica na literatura cristã, além de fornecerem-nos importantes informações sobre ritos e administração dos sacramentos na Igreja primitiva.
Bem-sucedido em todas as discussões filosóficas, conseguiu converter muitas pessoas influentes, ganhando com isso muitos inimigos também. Principalmente a ira dos filósofos pagãos Trifão e Crescêncio. Este último, após ter sido humilhado pelos argumentos de Justino, prometeu vingança e o denunciou como cristão ao imperador Marco Aurélio.
Justino foi levado a julgamento e, como não se dobrou às ameaças, acabou flagelado e decapitado com outros companheiros, que como ele testemunharam sua fé em Cristo no ano 164, em Roma, Itália.
Obs: hoje a Igreja também celebra o dia de Santo Aníbal Maria Di Francia.
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