quarta-feira, junho 13, 2012
Vídeo Especial
O tema do nosso vídeo de hoje é "Como posso me tornar um bom catequista?"
Evangelho do Dia
MATEUS 5:17-19
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 17“Não penseis que vim abolir a Lei e os Profetas. Não vim para abolir, mas para dar-lhes pleno cumprimento.
18 Em verdade, eu vos digo: antes que o céu e a terra deixem de existir, nem uma só letra ou vírgula serão tiradas da Lei, sem que tudo se cumpra. 19Portanto, quem desobedecer a um só destes mandamentos, por menor que seja, e ensinar os outros a fazerem o mesmo, será considerado o menor no Reino dos Céus. Porém, quem os praticar e ensinar será considerado grande no Reino dos Céus”.
18 Em verdade, eu vos digo: antes que o céu e a terra deixem de existir, nem uma só letra ou vírgula serão tiradas da Lei, sem que tudo se cumpra. 19Portanto, quem desobedecer a um só destes mandamentos, por menor que seja, e ensinar os outros a fazerem o mesmo, será considerado o menor no Reino dos Céus. Porém, quem os praticar e ensinar será considerado grande no Reino dos Céus”.
Em Jesus temos a plenitude da Revelação. Ele é o Verbo, a Palavra de Deus, que se fez homem (cf. Jo 1,14), que vem a nós para dar-nos a conhecer quem é Deus e quanto nos ama. Deus espera do homem uma resposta de amor, manifestada no cumprimento dos seus ensinos: «Se me amais, observareis os meus mandamentos» (Jo 14,15).
No texto do Evangelho de hoje encontramos uma boa explicação na Primeira Carta de São João: «Pois amar a Deus consiste nisto: que observemos os seus mandamentos. E os seus mandamentos não são pesados» (1Jo 5,3). Observar os mandamentos de Deus garante que lhe amamos com obras e de verdade. O amor não é só um sentimento, senão que —também— pede obras, obras de amor, viver o duplo preceito da caridade.
Jesus nos ensina a malicia do escândalo: «Quem desobedecer a um só destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar os outros, será considerado o menor no Reino dos Céus» (Mt 5,19). ‘Eu conheço a Deus’, mas não observa os seus mandamentos, é mentiroso, e a verdade não está nele» (1Jo2,4).
Também ensina a importância do bom exemplo: «Quem os praticar e ensinar será considerado grande no Reino dos Céus» (Mt 5,19). O bom exemplo é o primeiro elemento do apostolado cristão.
Formação
RÓTULOS E CONTEÚDOS
PARA O SENHOR NÃO IMPORTAM AS IDÉIAS PRECONCEBIDAS
Quaisquer produtos
comercializados nos supermercados trazem consigo um rótulo na embalagem.
Quanto mais chamativo o rótulo, tanto maior será a chance de o
consumidor observar o produto. As estratégias são muitas para atrair a
atenção do consumidor: cores, letras... Fato é que o rótulo é algo
imposto pela indústria visando a visibilidade e aquisição do produto.
Cada olhar o [rótulo]
contempla a partir de uma perspectiva particular. Há rótulos que atraem
e há aqueles que causam repulsa. Olhar o rótulo de cada embalagem é
sempre um jeito singular de ver cada produto exposto nas prateleiras.
Nas prateleiras da vida, muitas pessoas têm sido julgadas como um produto qualquer. Muitas pessoas, ao longo da vida, foram adquirindo rótulos impostos pela sociedade. Há
indivíduos com rótulos chamativos que atraem a atenção de um grande
número de pessoas. Quem carrega consigo um estereótipo sabe como é
difícil se libertar dele. Muitos passam a vida toda carregando um rótulo
já vencido pelo tempo dos sofrimentos e das decepções. Outros ainda
tentaram arrancar um rótulo que lhes foi imposto. Contudo desistiram ao
longo do caminho e hoje vivem presos a uma marca que não condiz com o
que vivem hoje.
Quem
já tentou retirar algum rótulo de uma embalagem de vidro sabe a
dificuldade que é. Muitos destes estão de tal forma colados na embalagem
que é preciso muita persistência e força para que sejam arrancados.
Jesus
sempre olhou para o ser humano além dos rótulos que a pessoa carregava
consigo. O olhar misericordioso de Cristo adentrava os territórios
desconhecidos da alma humana e percorria os campos da tristeza e das
lágrimas escondidas em noites de sofrimento. Para o Senhor não importava
a ideia preconcebida que atraía a atenção de outras pessoas. O
interesse de Jesus era pelo conteúdo que habitava o coração de cada um.
Foi assim que o olhar da pecadora que estava prestes a ser apedrejada encontrou-se com o olhar amoroso de Cristo. Enquanto todas tinham nas mãos as pedras da raiva e da condenação, Jesus trazia nas mãos as flores do perdão e da misericórdia.
Enquanto todos olhavam o rótulo de uma embalagem já desgastada e
vencida pelo tempo do pecado e dos erros, Cristo olhava o conteúdo das
possibilidades de um novo tempo adormecidas naquele coração sofrido
pelos erros de um passado que insistia em não se despedir.
No
encontro com Jesus, aquela mulher já condenada pela sociedade descobriu
a chance de reescrever novas páginas do livro de sua vida de uma
maneira totalmente nova. Foi diante do amor de Cristo que aquela mulher
viu o rótulo de seus pecados caírem por terra, restando somente uma nova
manhã de paz.
Jesus
Cristo sabia dos estereótipos que a pecadora trazia impressos em sua
vida, mas Ele também sabia que somente com o amor ela teria a chance de
retirar de sua alma o peso de uma vida sem sentido. Foi diante de novos
olhares, que não a condenavam pelos seus erros, que ela encontrou o
caminho para recomeçar uma nova vida de acertos.
Enquanto
todos reconheciam que as pedras trazidas nas mãos eram os rótulos que
também tinham na alma, aquela mulher despediu-se de um passado de erros e
começou a trilhar o caminho de um novo tempo.
Se um passado de erros fez da vida um rótulo sem sentido, Cristo faz do conteúdo de cada coração um futuro de novas alegrias.
(Texto de Pe. Flávio Sobreiro)
Santo do Dia
Santo Antônio de Pádua
Santo
Antônio de Pádua é tão conhecido por seu nome de ordenação que chamá-lo
pelo nome que recebeu no batismo parece estranho: Fernando de Bulhões e
Taveira de Azevedo. Além disso, ele era português: nasceu em 1195, em
Lisboa. De família muito rica e da nobreza, ingressou muito jovem na
Ordem dos Cônegos Regulares de Santo Agostinho. Fez seus estudos
filosóficos e teológicos em Coimbra e foi lá também que se ordenou
sacerdote. Nesse tempo, ainda estava vivo Francisco de Assis, e os
primeiros frades dirigidos por ele chegavam a Portugal, instalando ali
um mosteiro.
Os franciscanos eram conhecidos por percorrer caminhos e estradas, de povoado em povoado, de cidade em cidade, vestidos com seus hábitos simples e vivendo em total pobreza. Esse trabalho já produzia mártires. No Marrocos, por exemplo, vários deles perderam a vida por causa da fé e seus corpos foram levados para Portugal, fato que impressionou muito o jovem Fernando. Empolgado com o estilo de vida e de trabalho dos franciscanos, que, diversamente dos outros frades, não viviam como eremitas, mas saiam pelo mundo pregando e evangelizando, resolveu também ir pregar no Marrocos. Entrou para a Ordem, vestiu o hábito dos franciscanos e tomou o nome de Antônio.
Entretanto seu destino não parecia ser o Marrocos. Mal chegou ao país, contraiu uma doença que o obrigou a voltar para Portugal. Aconteceu, porém, que o navio em que viajava foi envolvido por um tremendo vendaval, que empurrou a nave em direção à Itália. Antônio desembarcou na ilha da Sicília e de lá rumou para Assis, a fim de encontrar-se com seu inspirador e fundador da Ordem, Francisco. Com pouco tempo de convivência, transmitiu tanta segurança a ele que foi designado para lecionar teologia aos frades de Bolonha.
Com apenas vinte e seis anos de idade, foi eleito provincial dos franciscanos do norte da Itália. Antônio aceitou o cargo, mas não ficou nele por muito tempo. Seu desejo era pregar, e rumou pelos caminhos da Itália setentrional, praticando a caridade, catequizando o povo simples, dando assistência espiritual aos enfermos e excluídos e até mesmo organizando socialmente essas comunidades. Pregava contra as novas formas de corrupção nascidas do luxo e da avareza dos ricos e poderosos das cidades, onde se disseminaram filosofias heréticas. Ele viajou por muitas regiões da Itália e, por três anos, andou pelo Sul da França, principal foco dessas heresias.
Continuou vivendo para a pregação da palavra de Cristo até morrer, em 13 de junho de 1231, nas cercanias de Pádua, na Itália, com apenas trinta e seis anos de idade. Ali, foi sepultado numa magnífica basílica romana. Sua popularidade era tamanha que imediatamente seu sepulcro tornou-se meta de peregrinações que duram até nossos dias. São milhares os relatos de milagres e graças alcançadas rogando seu nome. Ele foi canonizado no ano seguinte ao de sua morte pelo papa Gregório IX.
Na Itália e no Brasil, por exemplo, ele é venerado por ajudar a arranjar casamentos e encontrar coisas perdidas. Há também uma forma de caridade denominada "Pão de Santo Antonio", que copia as atitudes do santo em favor dos pobres e famintos. No Brasil, ele é comemorado numa das festas mais alegres e populares, estando entre as três maiores das chamadas festas juninas. No ano de 1946, foi proclamado doutor da Igreja pelo papa Pio XII.
Os franciscanos eram conhecidos por percorrer caminhos e estradas, de povoado em povoado, de cidade em cidade, vestidos com seus hábitos simples e vivendo em total pobreza. Esse trabalho já produzia mártires. No Marrocos, por exemplo, vários deles perderam a vida por causa da fé e seus corpos foram levados para Portugal, fato que impressionou muito o jovem Fernando. Empolgado com o estilo de vida e de trabalho dos franciscanos, que, diversamente dos outros frades, não viviam como eremitas, mas saiam pelo mundo pregando e evangelizando, resolveu também ir pregar no Marrocos. Entrou para a Ordem, vestiu o hábito dos franciscanos e tomou o nome de Antônio.
Entretanto seu destino não parecia ser o Marrocos. Mal chegou ao país, contraiu uma doença que o obrigou a voltar para Portugal. Aconteceu, porém, que o navio em que viajava foi envolvido por um tremendo vendaval, que empurrou a nave em direção à Itália. Antônio desembarcou na ilha da Sicília e de lá rumou para Assis, a fim de encontrar-se com seu inspirador e fundador da Ordem, Francisco. Com pouco tempo de convivência, transmitiu tanta segurança a ele que foi designado para lecionar teologia aos frades de Bolonha.
Com apenas vinte e seis anos de idade, foi eleito provincial dos franciscanos do norte da Itália. Antônio aceitou o cargo, mas não ficou nele por muito tempo. Seu desejo era pregar, e rumou pelos caminhos da Itália setentrional, praticando a caridade, catequizando o povo simples, dando assistência espiritual aos enfermos e excluídos e até mesmo organizando socialmente essas comunidades. Pregava contra as novas formas de corrupção nascidas do luxo e da avareza dos ricos e poderosos das cidades, onde se disseminaram filosofias heréticas. Ele viajou por muitas regiões da Itália e, por três anos, andou pelo Sul da França, principal foco dessas heresias.
Continuou vivendo para a pregação da palavra de Cristo até morrer, em 13 de junho de 1231, nas cercanias de Pádua, na Itália, com apenas trinta e seis anos de idade. Ali, foi sepultado numa magnífica basílica romana. Sua popularidade era tamanha que imediatamente seu sepulcro tornou-se meta de peregrinações que duram até nossos dias. São milhares os relatos de milagres e graças alcançadas rogando seu nome. Ele foi canonizado no ano seguinte ao de sua morte pelo papa Gregório IX.
Na Itália e no Brasil, por exemplo, ele é venerado por ajudar a arranjar casamentos e encontrar coisas perdidas. Há também uma forma de caridade denominada "Pão de Santo Antonio", que copia as atitudes do santo em favor dos pobres e famintos. No Brasil, ele é comemorado numa das festas mais alegres e populares, estando entre as três maiores das chamadas festas juninas. No ano de 1946, foi proclamado doutor da Igreja pelo papa Pio XII.
Obs: Hoje a Igreja também celebra o dia de Santo Ávito.
terça-feira, junho 12, 2012
Bíblia Sagrada
AS EPÍSTOLAS DE SÃO PAULO
Para bem entender as cartas de Paulo, é preciso coloca-las
em sua ordem e situá-las na narrativa dos Atos dos Apóstolos.
I E II CARTA AOS TESSALONICENSES
São as mais antigas. Elas devem ter sido escritas por volta
do ano 50 depois de Cristo. Na primeira o Apóstolo lembra aos fiéis de
Tessalônica com que desinteresse ele lhes pregou o Evangelho (caps. 1 e 2);
fala-lhes da alegria que lhe causa o pensamento da fidelidade deles e da
esperança que tem ele de vê-los progredir sempre mais (cap. 3); Convida-os a se
mostrarem firmes e encoraja-os a viverem na esperança, falando-lhes da
ressureição dos mortos (caps. 4 e 5).
Na segunda carta ele previne seus leitores contra as falsas
ideias relativas ao retorno glorioso do Senhor, que então se figurava muito
próximo (caps. 1 e 2); convida os fiéis a porem toda a sua confiança em Deus, para
que se fortaleçam e sejam preservados do demônio, e procura ajuda-los a evitar
a ociosidade (cap. 3).
Reflita
“Da mesma forma que Eva foi
formada do lado de Adão adormecido, assim a Igreja nasceu do coração
transpassado de Cristo morto na cruz.” - Santo Ambrósio.
Vídeo Especial
O tema do nosso vídeo de hoje é "Como posso ser dispensado de um voto"
Evangelho do Dia
MATEUS 5:13-16
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 13“Vós sois o
sal da terra. Ora, se o sal se tornar insosso, com que salgaremos? Ele
não servirá para mais nada, senão para ser jogado fora e ser pisado
pelos homens.
14 Vós sois a luz do mundo. Não pode ficar escondida uma cidade construída sobre um monte. 15Ninguém acende uma lâmpada e a coloca debaixo de uma vasilha, mas sim num candeeiro, onde ela brilha para todos os que estão em casa. 16Assim também brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e louvem o vosso Pai que está nos céus”.
14 Vós sois a luz do mundo. Não pode ficar escondida uma cidade construída sobre um monte. 15Ninguém acende uma lâmpada e a coloca debaixo de uma vasilha, mas sim num candeeiro, onde ela brilha para todos os que estão em casa. 16Assim também brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e louvem o vosso Pai que está nos céus”.
- Deveis ser sal em vosso mundo, e como o sal, dar sabor e evitar a deterioração.
Em nosso tempo, muitos perderam o sentido de sua vida e dizem que não vale à pena; que está cheia de desgostos, dificuldades e sofrimentos; que passa muito depressa e que tem como perspectiva final —e bem triste— a morte.
«Vós sois o sal da terra. Ora, se o sal perde seu sabor, com que se salgará? Não servirá para mais nada, senão para ser jogado fora e pisado pelas pessoas» (Mt 5,13). O cristão deve dar o sabor: mostrar com a alegria e o otimismo sereno de quem sabe que é filho de Deus, que tudo nesta vida é caminho de santidade; que dificuldades, sofrimentos e dores nos ajudam a purificar-nos; e que ao final nos espera a vida de Gloria, a felicidade eterna.
E, também como o sal, o discípulo de Cristo deve preservar-se da corrupção: onde estão os cristãos de fé viva, não pode haver injustiças, violências, abusos aos débeis... Todo o contrário, devemos deixar resplandecer a virtude da caridade com toda a força: a preocupação pelos outros, a solidariedade, a generosidade...
E, assim, o cristão é a luz do mundo (cf. Mt 5,14). O cristão é esta tocha que, com o exemplo de sua vida, leva a luz da verdade a todos os cantos do mundo, mostrando o caminho da salvação... Lá onde antes só havia escuridão, incertezas e dúvidas, nasce a claridade, a certeza e a segurança.
Formação
NAMORAR CERTO PARA DAR CERTO
SEJA AMIGO DA PESSOA COM QUEM VOCÊ PRETENDE CASAR
A experiência prova que namorar certo dá certo. Mas como namorar certo?
Talvez seja esta a principal questão para quem deseja viver um namoro
cristão. A Palavra de Deus diz em Eclesiástico 3 que: “há um tempo para
cada coisa debaixo do Céu...”. E acrescenta que não há nada melhor para o
homem do que viver bem cada coisa ao seu tempo.
A fase do namoro é o tempo propício para se conhecer o outro. Entrar na história um do outro, descobrir os gostos, conhecer os sonhos, compreender as lutas, passear de mãos dadas, cultivar a amizade, abraçar, beijar, mas sem ir muito além disso. Uma vez que depois do namoro vem o noivado com aquilo que lhe é próprio. É no noivado, por exemplo, que se vive o envolvimento maior entre as famílias de ambos e os compromissos mais concretos quanto ao futuro do casal na preparação da casa e a organização do casamento também faz parte dessa etapa. Depois, sim, vem o tão sonhado dia do casamento e, com ele, abre-se um novo horizonte, no qual a vida a dois trará a feliz descoberta do amor que se realizar na doação de um ao outro a cada dia e para sempre.
Tudo
isso é lindo, e é plano de Deus para quem tem vocação ao matrimônio,
mas é preciso viver bem cada coisa a seu tempo, para experimentar a
verdadeira felicidade. Querer desfrutar das etapas fora do momento,
certamente não trará bons resultados. Com a natureza aprendemos muito,
inclusive que é preciso esperar o tempo certo para colher os frutos mais
saborosos. Se tirarmos uma laranja ainda verde do pé, provavelmente
perderemos toda a doçura que ela poderia nos oferecer no futuro. Na vida não é diferente e a responsabilidade é ainda maior.
Quando o assunto é namoro, digo-lhe por experiência, que vale a pena esperar cada instante, mês ou até anos para ver os desígnios de Deus se realizando em sua vida por intermédio do matrimônio com a pessoa certa, no momento certo. Sou casada há pouco mais de um ano e quando conheci meu esposo, já de início percebi que ele era o rapaz com quem eu gostaria de formar uma família. Fomos apresentados e quanto mais íamos nos conhecendo, tanto mais íamos nos encontrando nas partilhas, nos sonhos e em todos os sentidos. Por ser um sentimento recíproco, “tínhamos tudo para ficar juntos” em pouco tempo.
Porém,
como é próprio nos nossos relacionamentos aqui na Canção Nova,
começamos trilhando um caminho de amizade, conhecimento e espera. Um ano
depois, demos os passos e iniciamos o namoro, depois o noivado e só
depois de três anos é que chegou o momento do casamento. Nem sempre é
fácil passar por todo o processo, mas posso afirmar, com segurança, que
vale a pena! Hoje, quando olho para nossa história, percebo que toda as
etapas vividas foram importantes na construção da nossa família,
inclusive o tempo inicial em que cultivamos a amizade.
Meu esposo é meu melhor amigo
e isso faz toda a diferença em nosso relacionamento a partir das coisas
simples do dia a dia. Se você aceita um conselho, é este que lhe dou: Seja
amigo (a) da pessoa com quem você pretende se casar. “Gaste tempo”
conhecendo sua história, seus sonhos, seus gostos, sua alma...
Não tenha pressa na conquista, o amor é provado também pelo tempo. E
seja qual for o motivo de sua espera ou a etapa em que se encontra hoje,
procure dar sentido a este tempo.
Uma
coisa é certa: Deus quer sua felicidade e não está alheio às suas
necessidades. Enquanto espera, procure descobrir e apreciar a beleza que
está à sua volta e abra-se às novidades que a vida lhe oferece. Abra-se
aos relacionamentos, seja acolhedor (a), procure ser agradável, preste
atenção nas pessoas, exalte as virtudes de quem está à sua volta, não
pare nos defeitos, ninguém é perfeito neste mundo e é o amor que nos faz
vencer os limites.
Nossa espera precisa ser confiante e ativa. Investir na cura interior, por exemplo, é uma ótima dica para quem deseja namorar certo para dar certo.
Leia a respeito do assunto, escute as pessoas e não desanime, nem se
deixe vencer pelo cansaço, espere de boa vontade com os olhos fixos no
Senhor.
"Os que esperam no Senhor renovarão as suas forças" (Isaías 40, 31a).
Lembra-se
de que o tempo de Deus é diferente do nosso, por isso fique atento (a),
hoje mesmo Ele pode lhe fazer uma ótima surpresa.
(Texto de Djanira Silva)
Santo do Dia
São João de Sahagun
João
Gonzáles de Castrillo, filho de nobres e cristãos, nasceu em 1430 na
cidade de Sahagun, reino de León, Espanha. Estudou na sua cidade natal
com os monges beneditinos da abadia de São Facundo, recebendo a
ordenação sacerdotal em 1453.
O arcebispo de Burgos nomeou-o seu pajem e depois cônego e capelão da diocese. Depois da morte do bispo, João doou todos os seus bens, menos uma residência, onde construiu a capela de Santa Agnes, em Burgos. Devoto da Santíssima Eucaristia, celebrava a missa diariamente, ministrando o sacramento, pregando para a população pobre e ignorante. Essa era sua maneira de catequizar. Mas depois João afastou-se para cursar teologia na faculdade de Salamanca. Porém, antes de retornar à sua diocese, deixou sua marca naquela cidade.
Consta dos registros oficiais que, certa vez, a comunidade dividiu-se em dois partidos antagônicos e a disputa saiu do campo das idéias para chegar a uma luta de vida e morte. Entretanto, antes que a batalha iniciasse, João colocou-se entre os dois, pregou, orientou, aconselhou e um pacto de paz foi assinado entre eles para nunca mais haver derramamento de sangue. Desde então ganhou o apelido de "O Pacificador".
O seu fervor ao celebrar o santo sacrifício emocionava os fiéis, que em número cada vez maior acorria para ouvir seus ensinamentos. Um fato foi relatado sobre ele e que todos aqueles que estavam dentro da igreja também presenciaram: a forma do corpo de Jesus em uma de suas consagrações. Com isso passou a ser o conselheiro espiritual de todos na cidade e todos seguiam seus conselhos.
Em 1463, ele foi acometido de uma doença muito grave. Na ocasião, decidiu que, depois de curado, entraria para uma ordem religiosa. No ano seguinte, ingressou na Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho, em Salamanca. Conhecido como João de Sahagun, logo foi o noviço sênior, enquanto continuava a pregar em público, tornando seus sermões cada vez mais eloqüentes e destemidos.
Consta que, durante uma de suas pregações, condenava com veemência os poderosos e, ao perceber a presença de um duque que se sentiu atingido pelo discurso, disse diretamente a ele que não temia a morte, como se adivinhasse seus pensamentos.
Chamado de apóstolo de Salamanca, foi eleito prior da comunidade em 1478. Ele mesmo previu a sua morte. Que ocorreu como uma conseqüência dos dons que possuía de enxergar o coração das pessoas e de aconselhá-las, para conseguir a conversão e a remissão da vida pecadora desses cristãos. Ele foi envenenado, por vingança de uma ex-amante, cujo companheiro, convertido por ele, a abandonou para voltar à vida familiar cristã.
João de Sahagun morreu em 11 de junho de 1479. Venerado ainda em vida por sua santidade, depois da morte as graças e milagres por sua intercessão continuaram a ocorrer. O seu culto foi autorizado para o dia 12 de junho, quando foi declarado santo pela Igreja, em 1690. A cidade de Salamanca considera são João de Sahagun um dos seus padroeiros.
O arcebispo de Burgos nomeou-o seu pajem e depois cônego e capelão da diocese. Depois da morte do bispo, João doou todos os seus bens, menos uma residência, onde construiu a capela de Santa Agnes, em Burgos. Devoto da Santíssima Eucaristia, celebrava a missa diariamente, ministrando o sacramento, pregando para a população pobre e ignorante. Essa era sua maneira de catequizar. Mas depois João afastou-se para cursar teologia na faculdade de Salamanca. Porém, antes de retornar à sua diocese, deixou sua marca naquela cidade.
Consta dos registros oficiais que, certa vez, a comunidade dividiu-se em dois partidos antagônicos e a disputa saiu do campo das idéias para chegar a uma luta de vida e morte. Entretanto, antes que a batalha iniciasse, João colocou-se entre os dois, pregou, orientou, aconselhou e um pacto de paz foi assinado entre eles para nunca mais haver derramamento de sangue. Desde então ganhou o apelido de "O Pacificador".
O seu fervor ao celebrar o santo sacrifício emocionava os fiéis, que em número cada vez maior acorria para ouvir seus ensinamentos. Um fato foi relatado sobre ele e que todos aqueles que estavam dentro da igreja também presenciaram: a forma do corpo de Jesus em uma de suas consagrações. Com isso passou a ser o conselheiro espiritual de todos na cidade e todos seguiam seus conselhos.
Em 1463, ele foi acometido de uma doença muito grave. Na ocasião, decidiu que, depois de curado, entraria para uma ordem religiosa. No ano seguinte, ingressou na Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho, em Salamanca. Conhecido como João de Sahagun, logo foi o noviço sênior, enquanto continuava a pregar em público, tornando seus sermões cada vez mais eloqüentes e destemidos.
Consta que, durante uma de suas pregações, condenava com veemência os poderosos e, ao perceber a presença de um duque que se sentiu atingido pelo discurso, disse diretamente a ele que não temia a morte, como se adivinhasse seus pensamentos.
Chamado de apóstolo de Salamanca, foi eleito prior da comunidade em 1478. Ele mesmo previu a sua morte. Que ocorreu como uma conseqüência dos dons que possuía de enxergar o coração das pessoas e de aconselhá-las, para conseguir a conversão e a remissão da vida pecadora desses cristãos. Ele foi envenenado, por vingança de uma ex-amante, cujo companheiro, convertido por ele, a abandonou para voltar à vida familiar cristã.
João de Sahagun morreu em 11 de junho de 1479. Venerado ainda em vida por sua santidade, depois da morte as graças e milagres por sua intercessão continuaram a ocorrer. O seu culto foi autorizado para o dia 12 de junho, quando foi declarado santo pela Igreja, em 1690. A cidade de Salamanca considera são João de Sahagun um dos seus padroeiros.
Obs: Hoje a Igreja também celebra o dia de São Bernardo de Menton, São Gaspar Bertoni e Santo Onofre.
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