sexta-feira, abril 15, 2011

CONVITE!!!

Fala Galera, amanhã é sabado então temos o nosso grupo de jovens.
Todos estão convidados a participar, amanhã as 19:00 horas na Comunidade São Benedito em Varzea Paulista.
Venha e traga seus amigos.
Deus abençoe

Evangelho do Dia

JOÃO 10:31-42

Naquele tempo, 31os judeus pegaram pedras para apedrejar Jesus. 32E ele lhes disse: “Por ordem do Pai, mostrei-vos muitas obras boas. Por qual delas me quereis apedrejar?”
33Os judeus responderam: “Não queremos te apedrejar por causa das obras boas, mas por causa de blasfêmia, porque sendo apenas um homem, tu te fazes Deus!” 34Jesus disse: “Acaso não está escrito na vossa Lei: ‘Eu disse: vós sois deuses’?
35Ora, ninguém pode anular a Escritura: se a Lei chama deuses as pessoas às quais se dirigiu a palavra de Deus, 36por que então me acusais de blasfêmia, quando eu digo que sou Filho de Deus, eu a quem o Pai consagrou e enviou ao mundo? 37Se não faço as obras do meu Pai, não acre­diteis em mim. 38Mas, se eu as faço, mesmo que não queirais acreditar em mim, acreditai nas minhas obras, para que saibais e reconheçais que o Pai está em mim e eu no Pai”.
39Outra vez procuravam prender Jesus, mas ele escapou das mãos deles. 40Jesus passou para o outro lado do Jordão, e foi para o lugar onde, antes, João tinha batizado. E permaneceu ali. 41Muitos foram ter com ele, e diziam: “João não realizou nenhum sinal, mas tudo o que ele disse a respeito deste homem, é verdade”. 42E muitos, ali, acreditaram nele. 

Hoje sexta-feira, quando falta só uma semana para celebrarmos a morte do Senhor, o Evangelho nos apresenta os motivos de sua condenação. Jesus tenta mostrar a verdade, mas os judeus o têm por blasfemo e réu de lapidação. Jesus fala das obras que realiza. Obras de Deus que o acreditam, de como pode dar a si mesmo o título de “Filho de Deus”... No entanto, fala desde umas categorias difíceis de entender para seus adversários: “estar com a verdade”, “escutar sua voz”...; fala-lhes desde o seguimento e o compromisso com sua pessoa que fazem com que Jesus seja conhecido e amado "Jesus virou-se para trás, e vendo que o seguiam, perguntou: «O que é que vocês estão procurando?" Eles disseram: "Rabi (que quer dizer Mestre), onde moras?" (Jn 1,38). Mas tudo parece inútil: é tão grande o que Jesus tenta dizer que eles não podem entender, somente poderão compreender os pequenos e simples, porque o Reino está escondido aos sábios e entendidos.
Jesus luta por apresentar argumentos que possam ser aceitos, mas a tentativa é em vão. No fundo, morrerá por dizer a verdade sobre si mesmo, por ser fiel a si mesmo, à sua identidade e à sua missão. Como profeta, apresentará um chamado à conversão e será rejeitado, um novo rosto de Deus e será esculpido, uma nova fraternidade e será abandonado.
Novamente se levanta a Cruz do Senhor com toda sua força como estandarte verdadeiro, como única razão indiscutível: "Oh admirável virtude da santa cruz! Oh inefável gloria do Pai! Nela podemos considerar o tribunal do Senhor, o juízo do mundo e o poder do crucificado. Oh, sim, Senhor: atraíste a ti todas as coisas quando, A cada dia eu estendia a mão para um povo desobediente (cf. Is 65,2), o universo inteiro compreendeu que devia render homenagem a tua majestade!" (São Leão Magno). Jesus fugirá ao outro lado do Jordão e quem realmente acredita Nele o buscará ali dispostos a segui-lo e a escutá-lo.
 

FORMAÇÃO

LUTAR COM AS PRÓPRIAS ARMAS
Quando estiver desanimado, nunca desista.

Quando o jovem Davi se dispunha a brigar com o gigante Golias, o rei Saul emprestou sua armadura de aço, seu escudo e sua espada, porém Davi não podia nem caminhar com tanto peso (conf. 1Sm 17, 38-39). Ele teve que renunciar às armas reais e brigar com sua funda (estilingue), e cinco pedras de arroio. Davi não derrotou Golias com as armas do rei Saul, mas com as suas próprias.
Deus também ordena ao juiz Gedeão, que se sente incapaz de enfrentar uma batalha contra os madianitas: vai e, com essa força que tens, livra Israel das mãos dos madianitas (conf. Jz 6,14).
Vamos enfrentar a batalha com toda nossa força, mas só com a força que temos. Ali está o segredo de nossa vitória.
Moisés, por sua parte, estava acostumado a apascentar o rebanho de seu sogro Jetro e vivia na rotina e na melancolia. Até que um dia se atreveu a dar um passo ao fascinante mundo do desconhecido e foi “para além do deserto”, para encontrar um novo sentido à sua existência (Ex 3,1).
Era uma vez um grande músico chamado Nicolo Paganini, nascido em Gênova, Itália, em fins do século XVIII, que foi considerado o melhor violinista de todos os tempos.
Certa noite, o palco da Scala de Milán estava repleto de admiradores, sedentos para escutá-lo. Paganini colocou seu violino no ombro e o que se escutou foi indescritível: tons graves que se misturavam com fins agudos. Fusas e semifusas, colcheias e semicolcheias pareciam ter asas e voar ao contato de seus dedos encantados. De repente, um ruído estranho surpreendeu a todos. Uma das cordas do violino de Paganini havia se rompido. Paganini continuou tocando e arrancando sons deliciosos de um violino com problemas.
Pouco depois, a segunda corda do violino de Paganini se rompeu. Como se nada tivesse acontecido, Paganini esqueceu as dificuldades e continuou criando sons do impossível.
Pela sobrecarga do esforço, uma terceira corda do violino de Paganini se rompeu. E ele continuou produzindo melodiosas notas.
No concerto da vida, se rompem as cordas de nosso violino quando se deteriora a saúde, quando perdemos de repente pessoas queridas, quando um amigo nos traí e outras mil formas imprevistas. De qualquer maneira, o musico deve continuar tocando, inspirado na criatividade e na perseverança.
Mesmo que as cordas se rompam, seguiremos sem nos deter e florescerão qualidades ocultas que nem nós sabíamos que existiam em nosso interior. Então, os outros se emocionam e se motivam, porque percebem que, se alguém pode tocar seu instrumento musical em meio às dificuldades, eles também acreditam que podem fazê-lo.
Quando estiver desanimado, nunca desista, pois ainda existe a corda da constância para tentar uma vez mais, dando um passo “mais além” com um enfoque novo. Enquanto tiver a corda da perseverança ou da criatividade, pode continuar a caminhar, encontrando soluções inesperadas. Desperta o Paganini que há dentro de você e avança para vencer.
Vitória é a arte de continuar onde os outros se dão por vencidos. Quando tudo parece desmoronar, se brinde com uma oportunidade e avance sem parar. Toca a mágica corda da motivação e tire sons virgens que ninguém conhece.
Toca teu violino com as cordas que tens.
(Texto tirado do livro:  Como evangelizar com parábolas - Prado Flores)

quinta-feira, abril 14, 2011

DICA DA SEMANA

Fala galera, a paz de Cristo esteja com Vocês....
Hoje vem chegando mais dicas para vocês, confiram:


MÚSICAS:

VIA 33
A Voz do Meu Silêncio - http://www.youtube.com/watch?v=-PbhCC7UcMI
Aonde o Vento Sopra - http://www.youtube.com/watch?v=aF3XOg4WbXc&feature=related

VOCAL ELLAS
Todo Homem é Bom - http://www.youtube.com/watch?v=y22NLC1XIik
Sangrando - http://www.youtube.com/watch?v=amvlRTrMITo

Pe. ANTONIO MARIA
Olhos do Medo - http://www.youtube.com/watch?v=9iu3tKlO0z4
Abençoa Senhor as Familias - http://www.youtube.com/watch?v=wOtChNGHGtI

Pe. JOÃOZINHO
Conheço um Coração - http://www.youtube.com/watch?v=f8cmVMV3l18
Sou Feliz Por Ser Católico - http://www.youtube.com/watch?v=AJ0F7-BtfpQ

LUIZ CARVALHO
A Dança da Amizade - http://www.youtube.com/watch?v=ye8vWvG-rPc
Coração Sagrado - http://www.youtube.com/watch?v=h1PqRC7b_pA&feature=related


LIVROS:

  • ABRA-SE A RESTAURAÇÃO - DUNGA
Para comemorar os dez anos do PHN, a editora Canção Nova lança o livro Abra-se à Restauração, do Dunga, composto por 24 testemunhos de convidados especiais. O estímulo para essa obra foi a música Restauração, que serve de hino ao movimento. Cada convidado foi presenteado com um verso da canção e, a partir dele, relatou a sua experiência com o PHN (Por hoje não, por hoje não vou mais pecar), a importância do constante contato com Deus como fonte de auxílio na luta contra o pecado dia após dia e o que é necessário para abrir-se à restauração.
Participaram desta obra:
Márcio Mendes, Ricardo Sá, Luzia Santiago, Diácono Nelsinho Corrêa, Salete Ferreira, Padre Joãozinho, Gabriel Chalita, Monsenhor Jonas Abib, Laércio, Miguel Martini, Padre Roger Luiz, Eliana Ribeiro, Padre Cleidimar, Braiss Oss, Néia, Márcio Todeschini, Verinha, Eros Biondini, Padre Paulo Ricardo, Eto, Filipe Jardim, Padre Hamilton Nascimento, Dom Alberto e Dunga.

  • CLAMANDO POR MILAGRES - Pe ROGER LUÍS

Você acredita em Milagres? Você já experienciou um Milagre?
A Canção Nova traz para você um livro que é um relato de fé, das experiências milagrosas vividas por Pe. Roger Luís, em seus próprios testemunhos e por outras pessoas que fizeram essa experiência por acreditar na ação poderosa de Deus.
Temos que confiar incondicionalmente no Senhor e orar com muita fé porque, aí sim, o Milagre acontece em nossas vidas. Basta ter a confiança e a perseverança em Deus para nunca desistir e saber que ELE é nosso pai e realiza o impossível.
Conheça esse livro “Clamando por Milagres” que vai mudar a sua vida e fazer com que você exerça ainda mais esse Dom que Deus nos deu, a Fé. 

 FILME:

 A dica de filme de hoje é: "Atos dos Apóstolos" - http://pt.gloria.tv/?media=136626
 Um filme que relata as atitudes tomadas pelos Apóstolos depois da morte e ressureição de Cristo.

 E pra fechar deixo a dica do Site da Paulinas - http://www.paulinas.org.br/home/home.aspx

Evangelho do Dia

JOÃO 8:51-59

Naquele tempo, disse Jesus aos judeus: 51“Em verdade, em verdade vos digo: se alguém guardar a minha palavra, jamais verá a morte”. 52Disseram então os judeus: “Agora sabemos que tens um demônio. Abraão morreu e os profetas também, e tu dizes: ‘Se alguém guardar a minha palavra jamais verá a morte’. 53Acaso és maior do que nosso pai Abraão, que morreu, como também os profetas? Quem pretendes ser?”
54Jesus respondeu: “Se me glorifico a mim mesmo, minha glória não vale nada. Quem me glorifica é o meu Pai, aquele que vós dizeis ser o vosso Deus. 55No entanto, não o conheceis. Mas eu o conheço e, se dissesse que não o conheço, seria um mentiroso, como vós! Mas eu o conheço e guardo a sua palavra. 56Vosso pai Abraão exultou, por ver o meu dia; ele o viu, e alegrou-se”. 57Os judeus disseram-lhe então: “Nem sequer cinquenta anos tens, e viste Abraão!” 58Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade vos digo, antes que Abraão existisse, eu sou”. 59Então eles pegaram em pedras para apedrejar Jesus, mas ele escondeu-se e saiu do Templo. 

Hoje João situa-nos diante de uma manifestação de Jesus no Templo. O salvador revela um fato desconhecido para os judeus: que Abraão viu e se alegrou ao contemplar o dia de Jesus. Todos sabiam que Deus tinha feito uma aliança com Abraão, assegurando-lhe grandes promessas de salvação para a sua descendência. No entanto, desconheciam até que ponto chegava a luz de Deus. Cristo revela-lhes que Abraão viu o Messias.
Nesta revelação Jesus mostra-se possuindo a visão eterna de Deus. Mas, sobretudo manifesta-se como alguém preexistente e presente no tempo de Abraão. Pouco depois, no calor da discussão, quando alegam que ainda nem tem cinquenta anos, diz-lhes: "Em verdade, em verdade, vos digo: antes que Abraão existisse, eu sou" (Jo 8,58) É uma declaração notória da sua divindade, podiam entendê-la perfeitamente, e também tinham podido crer se tivessem conhecido melhor o Pai. A expressão “Eu sou” é parte do tetragrama santo Yahvé, revelado no monte Sinai.
O cristianismo é mais que um conjunto de regras morais elevadas como podem ser o amor perfeito, ou, inclusive, o perdão. O cristianismo é a fé numa pessoa. Jesus é Deus e homem verdadeiro. "Perfeito Deus e perfeito Homem", diz o Símbolo Atanasiano. Santo Hilário de Poitiers escreve numa bela oração: "Dá-nos, pois, um modo de expressão adequado e digno, ilumina a nossa inteligência, faz também que as nossas palavras sejam expressão da nossa fé, quer dizer, que nós, que pelos profetas e os Apóstolos te conhecemos, Deus Pai e ao único Senhor Jesus Cristo, possamos também celebrar-te a ti como Deus, em quem não há unicidade de pessoa, e confessar a teu Filho, em tudo igual a ti".
 

FORMAÇÃO

MATRICULE-SE NA ESCOLA DO PERDÃO
Só sabe perdoar quem aprendeu a amar.

O perdão é uma escola? Se partir do princípio de que numa escola se aprende: Saber o que é? E como fazer? Então afirmo que "sim", o perdão é uma verdadeira escola de formação permanente. Com lições que se aprendem na prática da vida e não com teorias.
O perdão não é um sentimento, é uma decisão. Exige de nós uma atitude que nos “rasga” o coração, abaixa o nosso orgulho e derruba as nossas razões. Certamente não é esquecer o fato ou a pessoa que o machucou. Por mais que se tente não se consegue fazê-lo. Perdoar é colocar entre você e quem o feriu o Mestre do perdão. O Mestre do amor. Sabe perdoar quem aprendeu a amar.
É possível perdoar!
No Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, no número 595, temos esta instrução: "Ora, mesmo se para o homem pareça impossível satisfazer essa exigência, (o perdão) o coração que se oferece ao Espírito Santo pode, como Cristo, amar até o extremo do amor, mudar a ferida em compaixão, transformar a ofensa em intercessão. O perdão participa da misericórdia divina e é um ponto alto da oração cristã" (conf. CIC 2840-2845-2862).
Posso acreditar nisso quando contemplo histórias de vida, como a sua, como a minha. Repletas de exemplos de superação, nas quais o perdão parecia impossível de acontecer, mas ele aconteceu. Aquele pai que perdeu as duas filhas, por exemplo, e perdoou o assassino, poderia ser você ou eu.

Quem não conhece uma história dessas também? É provável que você se recorde de alguém que conheça ou você mesmo tenha passado por situações semelhantes ou muito próximas a essas, pois as situações da vida acabam sendo enormes salas de aula, nas quais somos convidados a viver o ensinamento do perdão ou sair da sala e enfrentar as consequências do não aprendizado. São histórias reais, de pessoas reais; o que as torna diferentes? Aquela escola de perdão onde estão matriculados. 
Mateus 18, 21: "Senhor, quantas vezes devo perdoar? Até sete vezes? Digo-te, não até sete vezes, mas até setenta vezes sete".
Eis o segredo: perdoar a vida inteira, nas pequenas circunstâncias ou nas grandes, na circunstância máxima da sua vida, perdoar. Nessa escola não há “cola”, mas a prática. Porém, atenção: esta não é uma escola para os fortes, mas para os fracos, que precisam do auxílio da graça divina para superar as fraquezas e fortalecer os propósitos.
Essa escola está sempre de matrículas abertas, não há número de vagas e o ano letivo durará a vida inteira, pois sempre teremos uma lição nova a aprender, sempre teremos uma pessoa nova a perdoar...

Eu espero encontrá-lo na próxima aula.
(Texto de Lucio Domicio - Membro da Com. Cançaõ Nova ).

SANTO DO DIA

São Benezet, ou pequeno Bento
Benezet, nascido em 1163 na região da Savóia, na França, era um humilde, mas alegre, pastor de ovelhas de doze anos. Diz a tradição que ele ouviu, de repente, uma voz conversando com ele e dizendo ser Jesus. Como não enxergasse nada à sua volta, de imediato ficou apreensivo, mas depois permaneceu confiante. Vejamos como tudo isso aconteceu, no início do segundo milênio, cheio de superstições e perseguições aos cristãos.
Para Benezet, ou pequeno Bento, como era chamado, ter ouvido aquela voz não seria nada se não fosse a natureza da ordem que veio com ela. Deveria erguer uma ponte sobre o rio Ródano, do qual nunca tinha ouvido falar, além de ter de abandonar a profissão que tanto amava. Porém o chamado tinha sido tão real que Benezet não pensou duas vezes e se pôs a caminho. Ele também não estranhou quando, centenas de metros adiante, um jovem veio a seu encontro e simplesmente lhe comunicou que o acompanharia em sua empreitada na construção da ponte.
Ao chegar, finalmente, às margens do rio determinado, na cidade de Avignon, Benezet assustou-se com o seu volume d'água. Orientado pelo novo amigo, que na verdade era um anjo que depois desapareceria, procurou o bispo, contando-lhe a missão que recebera. Foi ignorado. Procurou, então, o prefeito, e este, julgando tratar-se de um louco, disse que o ajudaria se removesse uma pedra que atrapalhava a cidade e a usasse como alicerce para a gigantesca obra a ser erguida.
Dizem os devotos que tudo mudou a partir desse momento. Benezet apenas fez o sinal da cruz sobre a pedra e, depois de levantá-la com facilidade, levou-a nos ombros até onde deveria ficar. Enquanto fazia isso, dezoito doentes teriam tocado a sua túnica e se curado imediatamente. Diante desse prodígio e graças, tanto o prefeito quanto o bispo assumiram a construção da obra que ajudou o desenvolvimento de toda a região. O pequeno Bento acabou falecendo antes da conclusão da ponte, que levou onze anos para terminar.
A ponte resistiu quinhentos anos antes de ruir. Foi reconstruída e trata-se do marco da cidade de Avignon, que tem, como seu padroeiro, são Benezet, ou o pequeno Bento, como querem os devotos, que nunca mais deixaram de pedir por sua intercessão e de festejá-lo no dia 14 de abril.

Obs: Hoje a Igreja também celebra o dia de Santa Liduina (Lidvina).
"Não te aproximes daqui Moisés. Tira as Sandálias dos pés porque o lugar em que te encontras é uma terra Santa. Eu sou, ajuntou ele, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó. Moisés escondeu o rosto, e não ousava olhar para Deus".  (Êxodo 3:5-6)

quarta-feira, abril 13, 2011

Evangelho do Dia

 JOÃO 8:31-42

Naquele tempo, 31Jesus disse aos judeus que nele tinham acreditado: “Se permanecerdes na minha palavra, sereis verdadeiramente meus discípulos, 32e co­nhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”.
33
Responderam eles: “Somos descendentes de Abraão, e nunca fomos escravos de ninguém. Como podes dizer: ‘Vós vos tornareis livres’?”
34
Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade vos digo, todo aquele que comete pecado é escravo do pecado. 35O escravo não permanece para sempre numa família, mas o filho permanece nela para sempre. 36Se, pois, o Filho vos libertar, sereis verdadeiramente livres. 37Bem sei que sois descendentes de Abraão; no entanto, procurais matar-me, porque a minha palavra não é acolhida por vós. 38Eu falo o que vi junto do Pai; e vós fazeis o que ouvistes do vosso pai”.
39
Eles responderam então: “Nosso pai é Abraão”. Disse-lhes Jesus: “Se sois filhos de Abraão, praticai as obras de Abraão! 40Mas agora, vós procurais matar-me, a mim, que vos falei a verdade que ouvi de Deus. Isto, Abraão não o fez. 41Vós fazeis as obras do vosso pai”.
Disseram-lhe, então: “Nós não nascemos do adultério, temos um só pai: Deus”. 42Respondeu-lhes Jesus: “Se Deus fosse vosso Pai, certamente me amaríeis, porque de Deus é que eu saí, e vim. Não vim por mim mesmo, mas foi ele que me enviou”.

Hoje quando estão faltando poucos dias para a Semana Santa, o Senhor pede-nos que lutemos para viver coisas concretas, pequenas, mas às vezes, não fáceis. Ao longo da reflexão as iremos explicando: basicamente trata-se de perseverar na sua palavra. Que importante é referir nossa vida sempre no Evangelho! Podemo-nos perguntar: que faria Jesus nesta situação que devo afrontar? Como trataria a esta pessoa que faz tanto mal? Qual seria a sua reação ante esta circunstancia? O cristão deve ser segundo São Paulo “outro Cristo”: "Eu vivo, mas já não sou eu; é Cristo que vive em mim" (Gl 2,20). O reflexo do Senhor na nossa vida de cada dia, Como é? Sou seu espelho?.

O Senhor assegura-nos que se perseveramos na sua palavra, conheceremos a verdade e, a verdade nos fará livres (cf. Jo 8,32). Dizer a verdade nem sempre é fácil. Quantas vezes  nos escapam pequenas mentiras, dissimulamos, fazemos como se não ouvíssemos. Não podemos enganar a Deus. Ele nos vê, nos contempla, nos ama e nos acompanha no nosso dia-a-dia. No oitavo mandamento nos ensina que não podemos levantar falsos testemunhos, nem dizer mentiras, por pequenos que sejam, ainda que possam parecer insignificantes. Tampouco tem cabimento as mentiras “de piedade”. "Seja o vosso sim, sim, e o vosso não, não" (Mt 5,37), nos diz Jesus. A liberdade, esta tendência ao bem, está muito relacionada com a verdade. Algumas vezes não somos suficientemente livres porque na nossa vida há como um duplo fundo, não somos claros. Temos de ser contundentes. O pecado da mentira nos escraviza.
"Se Deus fosse vosso Pai, certamente me amaríeis" (Jo 8,42), diz o Senhor. Como se concreta nosso interesse diário por conhecer o Mestre? Com que devoção lemos o Evangelho, por pouco que seja o tempo de que dispomos? Que posso deixar na minha vida, no meu dia? Os que me vêem poderiam dizer que leio a vida de Cristo? 

FORMAÇÃO

O DOMINGO DE RAMOS
Quantas lições nos deixam essa festa litúrgica

A Semana Santa começa no Domingo de Ramos, porque celebra a entrada de Jesus em Jerusalém montado em um jumentinho – o símbolo da humildade – e aclamado pelo povo simples, que O aplaudia como "Aquele que vem em nome do Senhor". Esse mesmo povo O havia visto ressuscitar Lázaro de Betânia havia poucos dias e estava maravilhado. E tinha a certeza de que este era o Messias anunciado pelos profetas; mas tinha se enganado no tipo de Messias que o Senhor era. Pensavam que fosse um Messias político, libertador social que fosse arrancar Israel das garras de Roma e devolver-lhe o apogeu dos tempos de Salomão.
Para deixar claro a esse povo que não era um Messias temporal e político, um libertador efêmero, mas o grande libertador do pecado, a raiz de todos os males, então, Cristo entra na grande cidade, a Jerusalém dos patriarcas e dos reis sagrados, montado em um jumentinho; expressão da pequenez terrena, pois não Ele é um Rei deste mundo!
Dessa forma, o  Domingo de Ramos é o início da Semana que mistura os gritos de hosanas com os clamores da Paixão de Cristo. O povo acolheu Jesus abanando seus ramos de oliveiras e palmeiras. Os ramos significam a vitória: “Hosana ao Filho de Davi: bendito seja o que vem em nome do Senhor, o Rei de Israel; hosana nas alturas”.

Os ramos santos nos fazem lembrar que somos batizados, filhos de Deus, membros de Cristo, participantes da Igreja, defensores da fé católica, especialmente nestes tempos difíceis em que ela é desvalorizada e espezinhada.
Os ramos sagrados que levamos para nossas casas, após a Santa Missa [do Domingo de Ramos], lembram-nos de que estamos unidos a Cristo na mesma luta pela salvação do mundo, a luta árdua contra o pecado, um caminho em direção ao Calvário, mas que chegará à Ressurreição.
O sentido da Procissão de Ramos é mostrar essa peregrinação sobre a terra que cada cristão realiza a caminho da vida eterna com Deus. Ela nos recorda que somos apenas peregrinos neste mundo tão passageiro, tão transitório, que se gasta tão rapidamente. Mostra-nos que a nossa pátria não é neste mundo, mas na eternidade, que aqui nós vivemos apenas em um rápido exílio em demanda pela casa do Pai.
A Missa do Domingo de Ramos traz a narrativa de São Lucas sobre a Paixão de Nosso Senhor Jesus: Sua angústia mortal no Horto das Oliveiras, o Sangue vertido com o suor, o beijo traiçoeiro de Judas, a prisão, os maus-tratos nas mãos dos soldados na casa de Anãs, Caifás; o julgamento iníquo diante de Pilatos, depois, diante de Herodes, a condenação, o povo a vociferar “Crucifica-o, crucifica-o”; as bofetadas, as humilhações, o caminho percorrido até o Calvário, a ajuda do Cirineu, o consolo das santas mulheres, o terrível madeiro da cruz, o diálogo com o bom ladrão, a morte e sepultura.
A entrada “solene” de Jesus em Jerusalém foi um prelúdio de Suas dores e humilhações. Aquela mesma multidão que O homenageou, motivada por Seus milagres, agora Lhe vira as costas e muitos pedem a Sua morte. Jesus, que conhecia o coração dos homens, não estava iludido. Quanta falsidade nas atitudes de certas pessoas! Quantas lições nos deixam esse dia [Domingo de Ramos]!
O Mestre nos ensina com fatos e exemplos que o Seu Reino, de fato, não é deste mundo. Que ele não veio para derrubar César e Pilatos, mas para derrubar um inimigo muito pior e invisível, o pecado. E para isso é preciso se imolar; aceitar a Paixão, passar pela Morte para destruir a morte; perder a Vida para ganhá-la.
A muitos o Senhor decepcionou; pensavam que Ele fosse escorraçar Pilatos e reimplantar o reinado de Davi e Salomão em Israel; mas Ele vem montado em um jumentinho frágil e pobre. "Que Messias é este? Que libertador é este? É um farsante! É um enganador, merece a cruz por nos ter iludido", pensaram. Talvez Judas tenha sido o grande decepcionado.
O Domingo de Ramos ensina-nos que a luta de Cristo e da Igreja, e consequentemente a nossa também, é a luta contra o pecado, a desobediência à Lei sagrada de Deus que hoje é calcada aos pés até mesmo por muitos cristãos que preferem viver um cristianismo “light”, adaptado aos seus gostos e interesses e segundo as suas conveniências. Impera como disse Bento XVI, a ditadura do relativismo.
O Domingo de Ramos nos ensina que seguir o Cristo é renunciar a nós mesmos, morrer na terra como o grão de trigo para poder dar fruto, enfrentar os dissabores e ofensas por causa do Evangelho do Senhor. Estar disposto a carregar a cruz com aquele que a levou até o Calvário sem abandoná-la. Estar disposta a defender o Cristo e a Igreja com novo ardor, e com novo ânimo, especialmente hoje em eles são tão aviltados em todo mundo.

(Texto de Prof. Felipe Aquino - Com. canção Nova)

"Uma grande multidão que tinha vindo à festa em Jerusalém ouviu dizer que Jesus se ia aproximando. Saíram-lhe ao encontro com ramos de palmas, exclamando: Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor, o rei de Israel!. Tendo Jesus encontrado um jumentinho, montou nele, segundo o que está escrito: Não temas filha de Sião, eis que vem o teu rei montado em filho de jumenta  (Zac 9,9)". (João 12:12-14)

SANTO DO DIA

São Martinho I
O papa Martinho I sabia que as conseqüências das atitudes que tomou contra o imperador Constante II, no século VII, não seriam nada boas. Nessa época, os detentores do poder achavam que podiam interferir na Igreja, como se sua doutrina devesse submissão ao Estado. Martinho defendeu os dogmas cristãos, por isso foi submetido a grandes humilhações e também a degradantes torturas.
Martinho nasceu em Todi, na Toscana, e era padre em Roma quando morreu o papa Teodoro, em 649. Eleito para sucedê-lo, Martinho I passou a dirigir a Igreja com a mão forte da disciplina que o período exigia. Para deixar isso bem claro ao chefe do poder secular de então, assumiu mesmo antes de ter sua eleição referendada pelo imperador.
Um ano antes, Constante II tinha publicado o documento "Tipo", que apoiava as teses hereges do cisma dos monotelistas, os quais negavam a condição humana de Cristo, o que se opõe às principais raízes do cristianismo. Para reafirmar essa posição, o papa convocou, ainda, um grande Concílio, um dos maiores da história da Igreja, na basílica de São João de Latrão, para o qual foram convidados todos os bispos do Ocidente. Ali foram condenadas, definitivamente, todas as teses monotelistas, o que provocou a ira mortal do imperador Constante II.
Ele ordenou a seu representante em Ravena, Olímpio, que prendesse o papa Marinho I. Querendo agradar ao poderoso imperador, Olímpio resolveu ir além das ordens: planejou matar Martinho. Armou um plano com seu escudeiro, que entrou no local de uma missa em que o próprio papa daria a santa comunhão aos fiéis. Na hora de receber a hóstia, o assassino sacou de seu punhal, mas ficou cego no mesmo instante e fugiu apavorado. Impressionado, Olímpio aliou-se a Martinho e projetou uma luta armada contra Constantinopla. Mas o papa perdeu sua defesa militar porque Olímpio morreu em seguida, vitimado pela peste que se alastrava naquela época.
Com o caminho livre, o imperador Constante II ordenou a prisão do papa Martinho I pedindo a sua transferência para que o julgamento se desse em Bósforo, estreito que separa a Europa da Ásia, próximo a Istambul, na Turquia. A viagem tornou-se um verdadeiro suplício, que durou quinze meses e acabou com a saúde do papa. Mesmo assim, ao chegar à cidade, ficou exposto, desnudo, sobre um leito no meio da rua, para ser execrado pela população. Depois, foi mantido incomunicável num fétido e podre calabouço, sem as mínimas condições de higiene e alimentação.
Ao fim do julgamento, o papa Martinho I foi condenado ao exílio na Criméia, sul da Rússia, e levado para lá em março de 655, em outra angustiante e sofrida viagem que durou dois meses. Ele acabou morrendo de fome quatro meses depois, em 16 de setembro daquele ano. Foi o último papa a ser martirizado e sua comemoração foi determinada pelo novo calendário litúrgico da Igreja para o dia 13 de abril.

Obs: Hoje a Igreja também celebra o dia de Santa Ida e São Hermenegildo
"Põe tua confiança em Deus e Ele te salvará, orienta bem o teu caminho e espera nele. Conserva o temor a ele até na velhice". (Eclesiástico 2:6)